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Fonte: Petrus
Este Blog está dedicado à reflexões acerca da realidade católica atual e da restauração litúrgica implementada pelo Papa Bento XVI.
Fonte: Petrus
De instâncias influentes se pensa e trabalha por uma Nova Ordem. Pretende-se levar a cabo, com implacável engenharia social, uma mudança cultural de grande envergadura, um grande projeto para uma nova identidade. Digam ou não, no fundo, se está tratando de construir um mundo em que já não há nada verdadeiro, nem bom, nem valioso, nem justo em si e por si mesmo, nada transcendente, nem nada que esteja acima de nós. O relativismo se apropria da cultura e das mentes.
A negação da verdade e do bem é o motor que impulsiona um processo de expulsão de Deus e da religião do âmbito público. Se o bem e a verdade não podem ser conhecidos, então somente se pode ligar a lei a um sentido procedimental; isto é, a lei vem a ser uma maneira de se entender os homens, de viver em comunidade sem se matar, de garantir um marco onde cada indivíduo possa realizar seu “plano de vida” sem causar dano aos outros. Graças a este primeiro passo — relativista — a religião fica reduzida ao âmbito do privado. Há um segundo passo. A visão contratualista da sociedade se torna absoluta, porque o Estado não tem limites. Não há Deus, não há lei natural, não há nenhuma verdade sobre o bem que esteja acima da vontade do Estado. É um Estado absoluto. A liberdade do indivíduo é ilimitada, segundo esta concepção filosófica. Cada homem é livre para fazer o que quer. Não há nenhuma lei superior que indique o que se pode ou não realizar. Contudo, para tornar possível a vida na sociedade se realiza um pacto, através do qual cedemos nossos ilimitados direitos ao Estado. Ele velará para que estes direitos ilimitados possam ser realizados, assegurando ao mesmo tempo solidariedade e segurança. Pois bem, se não existe uma verdade última que guie e oriente a ação política, as idéias e as convicções humanas podem ser instrumentalizadas para fins de poder. O pluralismo supostamente é aceito, mas com exceção daqueles que crêem conhecer a verdade. Estes não podem ser aceitos porque são um perigo para a democracia.
Essa situação é real, a temos instalada em certos âmbitos do poder, e se estende sobretudo entre os setores jovens, ante a passividade ou a resignação, como se nada ocorresse. O que está em jogo por detrás de tudo, o digo uma vez mais, é um mundo com Deus ou sem Deus. Nesta ausência de Deus se funda a crise de nossa cultura. Por isso mesmo, só se superará tal crise se desaparecesse esse “silêncio ou ausência” de Deus, se o homem voltar a Deus, ou se devolver a Deus o lugar vital e central que lhe corresponde no coração, no pensamento e na vida do homem. Não acuso a ninguém; menos ainda condeno alguém — tampouco à sociedade que tem costas-largas –. Sei que dizer isso é nadar contra a corrente, “não está nada moda”. Mas não posso nem devo falar com palavras aduladoras. É muito, é tudo, o que aqui está em jogo. Não esqueço de São Paulo, para quem “a verdade era muito grande para se estar disposto a sacrificá-la em benefício de um êxito externo. Para ele, a verdade que havia experimentado no encontro com o Ressuscitado merecia, pelo contrário, a luta, a perseguição e o sofrimento. Mas o que o motivava no mais profundo era o fato de ser amado por Jesus Cristo e o desejo de transmitir aos demais este amor. São Paulo era um homem capaz de amar, e todo seu trabalhar e sofrer se explicam a partir deste centro” (Bento XVI).
Fonte: La Razón – 24 de fevereiro de 2010
Agradecimentos à leitora Natália Prado pela indicação do artigo.O então Cardeal Joseph Ratzinger celebrando a Santa Missa no Rito Latino-Gregoriano, em 1990, no seminário da Fraternidade São Pedro, na Alemanha.
Segundo apontaram estas fontes, que não souberam determinar com exatidão em que consistirá a medida, falam, no entanto, de dois possíveis marcos. Por um lado, a supressão do indulto universal para receber a Sagrada Comunhão na mão. A outra possibilidade é que, finalmente, o Papa se anime a celebrar a Santa Missa in cena Domini segundo a “forma extraordinária” do Rito Romano.
Com qualquer uma delas ficaria nitidamente expressa a vontade do Papa para o conjunto da Igreja universal no que se refere à celebração sacramental, onde é necessário recuperar com urgência o caráter sagrado das celebrações, desde a urbe ao orbe, para expressar com maior dignidade o que celebramos os católicos, especialmente na Santa Missa, renovação incruenta do sacrifício de Jesus no Calvário e cume da redenção do gênero humano (“… por vós e por muitos homens para o perdão dos pecados”).
De fato, esse tipo de comentário está já nos corredores eclesiásticos de Roma e transcendeu as cúrias diocesanas de alguns lugares e países. Não sabemos ainda o que o Papa nos prepara, mas sem dúvida será uma surpresa e das boas! Longa vida ao Papa!
Fonte: Fratres in unum
A demanda foi posta pela Associação Preeminência do Direito e José Luis Mazón, o mesmo que em 2008 acusou de prevaricação o juiz Ferrín Calamita por dificultar uma adoção por um casal de lésbicas.
Agora vai contra a imagem conhecida como o Cristo de Monteagudo, a que chama “uma relíquia do totalitarismo católico” imposto pelo Francisco Franco e um atentado à laicidade do Estado, por estar em um imóvel que é propriedade do Ministério de Fazenda. Também se ampara na sentença do Tribunal Europeu de Direitos humanos, que recentemente obrigou o Estado italiano a retirar os crucifixos das salas de aula dos colégios públicos.
Entretanto, o pedido foi rechaçado pela sociedade em geral e pelas autoridades, que solicitaram declarar o monumento “Bem de Interesse Cultural” (BIC). Inclusive a porta-voz do PSOE na prefeitura de Murcia, María José Alarcón, qualificou de “despropósito” a demanda de Mazón, porque se trata de uma escultura arraigada no coração dos cidadãos há anos.
A oposição se trasladou também à rede social Facebook, onde proliferaram os grupos a favor de manter ao Cristo de Monteagudo como gesto da identidade de Murcia.
Por isso, da prefeitura, o Grupo Municipal Popular anunciou uma moção para o 25 de fevereiro que exige que se declare a imagem como BIC e assim se garanta sua conservação.
Uma “razão supersticiosa”
Em declarações ao Web Site Público.es, Mazón afirmou que com sua demanda “a Igreja topou com o poder da razão”, a qual “está em alta” e portanto “da Igreja daqui a um tempo se falará como hoje se fala da União Soviética, de um poder vindo a menos”. Além disso chamou a estátua de “emblema da irracionalidade dos poderes públicos”.
Entretanto, ato seguido disse que “o Cristo trouxe mal agouro (má sorte) ao povo”. Mazón afirmou que “não se prospera com essa estátua, é uma energia negativa que opera sobre Monteagudo e sobre a Murcia”.
Mons. Pozzo quis esclarecer que, segundo a carta que acompanha o motu proprio Summorum Pontificum, o rito romano existe em duas formas e que nenhum padre “pode se recusar, em princípio, a celebrar de acordo com uma ou outra forma”. Concretamente, isso implica, para ele, que, se um padre, celebrando normalmente segundo a forma extraordinária, se encontrasse numa situação de necessidade pastoral na qual a autoridade competente exigesse uma celebração segundo a forma ordinária, ele deveria aceitar fazê-lo.
Mons. Pozzo, no entanto, escutou a opinião que Mons. Stankiewicz, decano do tribunal da Rota, exprimiu ao Padre Jehan após ter lido cuidadosamente as constituições do Barroux, e segundo a qual um monge-padre do Barroux não tem o direito de celebrar segundo o Novus Ordo Missae, tanto no exterior como no interior do mosteiro. Assim, a obrigação de celebrar segundo o rito antigo seria um direito-dever específico que se aplica aos monges do Barroux, sendo tal verdadeiro onde quer que eles se encontrem.
Mons. Pozzo disse que conhecia Mons. Stankiewicz. Por sua vez, acrescentou que, ainda que a carta pontifícia que acompanha Summorum Pontificum precise que os padres que celebram o rito antigo não podem recusar por princípio a celebração do novo, ela deixa aberta, no entanto, a possibilidade de um direito próprio para certas sociedades cujos membros celebrariam segundo o rito antigo exclusivamente.
No que diz respeito ao Concílio Vaticano II, para Mons. Pozzo, o problema não está tanto nos textos como na sua interpretação e aplicação abusivas, de acordo com o famoso “espírito do Concílio”. Mas, após tantos e tantos anos de quase monopólio de expressão pública nas mídias e na Igreja, agora é muito difícil separar este “espírito do Concílio” dos textos em si. É necessário, portanto, fazer compreender esta distinção à FSSPX (Fraternidade Sacerdotal São Pio X) e, assim, seus membros poderão aceitar os textos do Concílio.
Quando lhe foi respondido que a FSSPX conhecia bem esse discurso e persistia em sustentar que há problemas graves nos próprios textos do Concílio, Mons. Pozzo modificou sua posição:
– É verdade, acrescentou, que há passagens mal formuladas e pouco claras nesses textos. Isso se deve ao fato de que os padres conciliares queriam evitar a linguagem teológica clássica, para falar de uma maneira “mais acessível aos homens da época”. Isso pôde provocar ambigüidades, mas não significa uma intenção de negar ou mudar a doutrina católica tradicional. Pelo contrário, os padres consideravam que a doutrina católica era uma coisa estabelecida. Tratava-se apenas de alterar a maneira de se exprimir por razões pastorais. Nesta ótica, é, portanto, legítimo criticar as passagens que não são muito claras do ponto de vista da doutrina tal como fora ensinada anteriormente. Mas não é necessário lhes atribuir um significado heterodoxo, pois não havia nenhuma intenção de mudar a doutrina tradicional. Conforme uma sã hermenêutica, é necessário compreender tais passagens do Vaticano II que geram dificuldade num sentido que não contradiz o Magistério constante anterior, pois é o mesmo Magistério que ensina a todas as épocas.
– É necessário, então, distinguir nos documentos, e em cada documento, as reafirmações do dogma e da fé tradicional, as propostas ensinadas como doutrina do Magistério autêntico, das exortações, diretrizes, e, finalmente, das opiniões e explicações teológicas que o Concílio propôs sem qualquer pretensão de vincular (pretesa di vincolare) a consciência católica. Não se deve, portanto, impor aos católicos a aceitação pura e simples de opiniões que o próprio Concílio não impôs com a pretensão de exigir o assentimento intelectual. A esse respeito, seria útil fazer uso das notas teológicas que a teologia e o Magistério formaram durante os séculos. Infelizmente, hoje até mesmo os bispos não são capazes de fazer tais matizes nos documentos da Igreja.
Cada Sacerdote que oferece o Santo Sacrifício deve recordar-se de que, durante este Sacrifício, não é só ele com a sua comunidade que está a orar, mas ora toda a Igreja, exprimindo assim, também com o uso do texto litúrgico aprovado, a sua unidade espiritual neste Sacramento. Se alguém pretendesse chamar a tal posição "uniformismo" isso comprovaria somente a ignorância das exigências objectivas da unidade autêntica e seria sintoma de um prejudicial individualismo.
A subordinação assim do ministro, do celebrante, ao "Mysterium" que lhe foi confiado pela Igreja, para o bem de todo o Povo de Deus, deve ter a sua expressão também na observância das exigências litúrgicas relativas à celebração do Santo Sacrifício. Essas exigências dizem respeito, por exemplo, ao vestuário e, em particular, aos paramentos que o celebrante reveste. É natural que tenha havido e que haja ainda hoje circunstâncias em que as prescrições não obrigam; pudemos ler, com emoção, em livros escritos por sacerdotes ex-prisioneiros dos campos de extermínio, descrições de celebrações eucarísticas sem se observarem as sobreditas regras, ou seja, sem paramentos. No entanto, se isso em tais condições era prova de heroísmo e devia suscitar uma estima profunda, em condições normais o transcurar as prescrições litúrgicas, ao contrário, pode ser interpretado como falta de respeito para com a Eucaristia, ditada talvez pelo individualismo ou por uma carência de sentido crítico quanto às opiniões correntes, ou ainda por uma certa falta de espírito de fé.
Pesa de modo particular sobre todos nós, os que somos, por graça de Deus, ministros da Eucaristia, a responsabilidade pelas ideias e pelas atitudes dos nossos irmãos e irmãs, confiados ao nosso cuidado pastoral. A nossa vocação comporta em primeiro plano o ter de suscitar, antes de mais nada com o exemplo pessoal, todas as sãs manifestações de culto para com Cristo presente e operante neste Sacramento de amor. Deus nos livre de agir diversamente, de enfraquecer um tal culto, "desabituando-nos" das várias manifestações e formas de culto eucarístico, em que se exprime uma "tradicional" mas sã piedade e, sobretudo, aquele "sentido da fé", que todo o Povo de Deus possui, como recordava o II Concílio do Vaticano (70).
Prestes a terminar estas minhas considerações, quereria antes pedir perdão — em meu nome pessoal e no de todos vós, veneráveis e amados Irmãos no Episcopado — por tudo aquilo que, por qualquer motivo e por qualquer espécie de humana fraqueza, impaciência ou negligência, em consequência também de uma aplicação algumas vezes parcial, unilateral ou errónea das prescrições do II Concílio do Vaticano, possa ter causado escândalo ou mal-estar quanto à interpretação da doutrina e à veneração devida a este grande Sacramento. E elevo as minhas preces ao Senhor Jesus para que no futuro seja evitado, no nosso modo de tratar este sagrado Mistério, aquilo que possa debilitar ou desorientar de qualquer maneira o sentido de reverência e de amor nos nossos fiéis.
E que o mesmo Cristo nos ajude a prosseguir pelas vias da verdadeira renovação, no sentido daquela plenitude de vida e de culto eucarístico, por meio do qual se constrói a Igreja naquela unidade que ela já possui e que deseja realizar ainda mais, para a glória de Deus vivo e para a salvação de todos os homens.
Carta Dominicae Cenae Vaticano, aos 24 de Fevereiro — Primeiro Domingo da Quaresma — do ano de 1980, segundo do meu Pontificado.
IOANNES PAULUS PP. II
Esta é uma resposta datada de 15 de outubro de 2009, mas que se tornou pública apenas agora. A Ecclesia Dei foi solicitada a precisar se, em virtude de sua própria iniciativa, as ordens religiosas, tendo conhecido um ritual próprio antes da reforma litúrgica, podem utilizá-lo para celebrar.
A resposta é infelizmente negativa: o motu proprio atribui uma plena liberdade para os padres, sem nenhuma licença ou autorização, utilizarem os livros litúrgicos em uso em 1962, mas para os rituais que são utilizados nas diversas ordens religiosas, a questão é remetida aos superiores das ordens.
Por exemplo, um franciscano pode, por sua própria iniciativa e sem pedir nada a ninguém, seguir o Missal Romano de 1962. Está excluído, contudo, o uso do Missal seráfico utilizado em 1962 por sua ordem, se os superiores da Ordem não decidirem favoravelmente.
Mas quais eram as ordens que gozavam de um ritual?
Ei-los:
Franciscanos
Dominicanos
Carmelitas
Servitas
Norbertinos
Beneditinos
Cartuxos
Cistercienses
Fonte: Le Forum Catholique
"X, quanto a rezar missa no rito de São Pio V e reformado por João XXIII em 1962, eu interpreto como um gesto de boa vontade de Bento XVI, na direção do pessoal que sente forte atração pela tradição antiga. Aqui nunca ninguém pediu uma celebração nesse rito. Mas vou atender, se um grupo significativo o solicitar. Abraços."
+ Roque scj
Embora não haja necessidade de autorização por parte do bispo diocesano, quando o clero local não atende a necessidade dos fiéis, cabe ao ordinário providenciar a observância da lei (Summorum Pontificum,art. 7º).
Os artigos de Dom Aloísio Roque Oppermann, que destoam dos publicados por outros epíscopos brasileiros, podem ser encontrados no site da CNBB.
Fonte: Fratres in unum
O Conselho da União Europeia (representante dos governos dos Estados-membros) afirmou que a Corte Europeia de Direitos Humanos, sediada em Estrasburgo, não tem competência sobre assuntos relacionados às tradições e culturas nacionais, de modo que não podem proibir que se coloquem crucifixos nas escolas da Itália.
Uma pequena, mas significativa, reação ao laicismo que corrói o Ocidente, sobretudo a Europa. Iniciativas semelhantes já avançavam na outrora católica Espanha, onde se exigia – tendo por base a decisão da corte de Estrasburgo – a retirada dos símbolos religiosos de monumentos públicos.
His Eminence Antonio Cardinal Cañizares Llovera, Prefect of the Congregation for Divine Worship and the Discipline of the Sacraments, announced this monday his intention to ask the Holy Father, in this Year for Priests, to extend the Feast of Jesus Christ the Eternal High Priest (D.N.J.C. Summi et Æterni Sacerdotis) to the Entire Church (source: Religión Confidencial). The feast is currently celebrated in Spain on the Thursday after Pentecost by concession of Paul VI. The concession is from 1970, and had been petitioned for by the then Archbishop of Valencia José María García Lahiguera, the "Apostle of the Priests", who helped the persecuted priests of Madrid during the Spanish civil war, founded in 1938 the Oblate Sisters of Christ the Priest dedicated to prayer and sacrifice for the sanctification of the priests, and whose process of beatification was opened in 1995.
A Mass de D.N.J.C. Summo et Æterno Sacerdote was first introduced, as a votive Mass for Thursdays, under Pius XI and announced in his Encyclical Ad Catholici Sacerdotii of 1935, and remains as such in the Missale Romanum of the Extraordinary Form. It is also contained as a votive Mass in the Roman Missal of the Ordinary Form. Fr Mark of Vultus Christi has a comparison of the two Mass formularies.
San Jose, Calif., 12 de fevereiro 2010 / 07:08 pm (CNA).- Os católicos de Costa Rica continuam expressando sua repulsa após as ações de Deborah Formal, namorada do candidato à presidência Otto Guevara. No último domingo, Formal partiu um pedaço da Eucaristia e colocou no bolso de seu namorado.
A mídia costa-riquenha continou a transmitir a cena da Missa que mostra Formal recebendo a Comunhão, levando um pedaço dela a seu assento e dando a Guevara.
Divorciado, Guevara não se apresentou para a Comunhão.
O vídeo mostra que, ao se aproximar do arcebispo para receber a Comunhão, ambos rapidamente trocaram palavras. Formal disse depois que pediu permissão ao arcebispo para “compartilhar a benção” da Comunhão com Guevara. Ela disse ter mal interpretado o arcebispo e pensou que ele tivesse dado a ela permissão.
“Nunca foi minha intenção desrespeitar a Igreja Católica”, disse.
Formal é vista recebendo a Comunhão na mão, consumindo um pedaço e levando o que restou a seu banco, onde se inclinou e colocou o pedaço no bolso da camisa de Guevara.
“Tentei fazer algo que permitisse Otto carregar uma parte de Deus em seu coração”, explicou Formal.
Depois dos padres terem sido avisados das ações de Formal, eles pediram ao candidato presidencial para devolver a hóstia consagrada. Ele a devolveu e ela foi imediatamente consumida por um dos padres concelebrantes.
Vários católicos entrevistados pela mídia expressaram seu escândalo pelas ações de Formal, disse que ela demonstrou não apenas ignorância em descrever a hóstia consagrada como uma “benção”, em vez da Presença Real de Cristo, mas também completo desrespeito pela Comunhão e pela Hóstia Eucarística.
O arcebispo Hugo Barrantes, de San Jose, qualificou suas ações de “inapropriada e desrespeitosa”, embora não sacrílega.
* * *
Reverendo, qual é sua avaliação do estado atual das discussões teológicas entre os representantes da Fraternidade São Pio X e da Santa Sé?
Com base nas informações disponíveis, mas bem escassas, as discussões teológicas para esclarecimento começaram bem. Pela primeira vez somos capazes de expor sem pressa à autoridade competente nossas reservas sobre as declarações do Concílio Vaticano II e sobre os desenvolvimentos pós-conciliares. Estas discussões certamente continuarão por um tempo longo, talvez anos. Mas talvez nossos interlocutores serão capazes de determinar rapidamente que não é possível negar que a Fraternidade Sacerdotal São Pio X seja católica, ainda que possa haver pontos de desacordo. Isso representaria um enorme progresso. A natureza muito discreta das discussões é absolutamente necessária para o êxito, nada bom causa um tumulto e nada positivo provem de um tumulto.
Recentemente, em uma vídeo entrevista, o bispo Richard Williamson se referiu às discussões. Porém, ele se expressou negativamente e estava evidentemente pouco convencido de que cheguem a um acordo. O que pensa de seus comentários? Representam a posição oficial da Fraternidade?
A opinião do bispo Williamson sobre as discussões em Roma é lamentável, porque certamente não representa a posição da Fraternidade. Por outro lado, ao mesmo tempo, é necessário claramente advertir contra um exagerado otimismo a respeito das discussões. Monsenhor Fellay disse que seria um milagre se elas se concluírem verdadeiramente com êxito.
Segundo o senhor, quão realista é um acordo entre a Santa Sé e a Fraternidade São Pio X? Em 1988, como superior geral, o senhor já esteve envolvido em discussões similares. A situação mudou desde então?
Um acordo entre a Santa Sé e a Fraternidade só poderia significar uma coisa: que Roma aceita a voz do Magistério pré-conciliar. A Fraternidade nunca desenvolveu uma posição própria, mas, pelo contrário, se fez porta-voz dos Papas, sobretudo daqueles desde a Revolução Francesa até o Concílio Vaticano II. Desde 1988, a situação mudou na medida em que Roma agora leva a sério nossas objeções e está em busca de respostas.
Em sua opinião, quais são principalmente os argumentos que necessitam de esclarecimentos e de discussões de natureza teológica ou magisterial? Há argumentos que poderia descrever como “batatas quentes”?
A questão da nova liturgia é, sem dúvida, um ponto de discussão, mas também o ecumenismo, o papel das outras religiões e a relação da Igreja com o mundo. Como “batatas quentes” definiria, sobretudo, a questão da liberdade religiosa e também a questão da doutrina.
Há um ano, Bento XVI levantou a excomunhão dos quatro bispos de sua Fraternidade. Esta decisão do Santo Padre teve um efeito positivo no trabalho da Fraternidade?
A revogação do decreto de excomunhão eliminou obstáculos e nos trouxe mais fiéis. Por outro lado, contudo, o tumulto da imprensa levantou algumas barreiras. Creio, não obstante, que esta valente decisão tomada pelo Papa afetou positivamente não só a Fraternidade e seu trabalho, mas, na realidade, toda a Igreja.
Como o senhor avalia o estado de ânimo de seus priorados e capelas? Que pensam os fiéis e os sacerdotes das discussões com a Santa Sé?
Pelo que posso dizer, o estado de ânimo em nossos priorados e capelas é geralmente muito bom, e em geral, nossos membros recebem bem as discussões com a Santa Sé. Contudo, nenhum de nós é vítima de ilusões.
Em abril de 2005, com o Cardeal Joseph Ratzinger, foi elevado ao trono de Pedro um príncipe da Igreja que representou um sinal de esperança para muitos católicos “tradicionais”. Até hoje, Bento XVI governou a Igreja por quase cinco anos. Como avalia estes primeiros cinco anos de pontificado?
A Igreja entrou em águas mais tranqüilas com Bento XVI. A reabilitação do Santo Sacrifício da Missa na forma tradicional, a revogação do decreto de excomunhão e as discussões doutrinais com a Santa Sé são atos muito positivos deste pontificado. Por outro lado, lamentamos a visita à sinagoga romana, e sobretudo, a declaração do Papa de que nós e os judeus oramos ao mesmo Deus.
Nós, cristãos, rendemos culto à Santíssima Trindade e adoramos a Nosso Senhor Jesus Cristo como Filho de Deus, consubstancial ao Pai. Os judeus de hoje, diferentemente, não aceitam nenhuma destas verdades fundamentais de nossa santa religião. Sendo que não existe outro Deus fora da Santíssima Trindade, nem outro Senhor senão Jesus Cristo, nós não damos culto ao mesmo Deus que os judeus.
As coisas eram diferentes com os justos do Antigo Testamento. Eles estavam abertos à verdade da Trindade e à Filiação Divina do Messias prometido. O Papa se afastou de forma alarmante daquelas palavras do primeiro Papa, São Pedro: “Em nenhum outro [fora de Jesus Cristo] há salvação” (At. 4, 12). Isso se aplica a todos, também aos judeus e muçulmanos.
Fonte: Kathnews
Tradução a partir de versão de La Buhardilla de Jerónimo
O sítio ‘Sector Católico’ mostra uma famosa fotografia de Santo Escrivá durante a celebração da Missa Antiga.
(Kreuz.net) Na prelatura pessoal católica esse era o segredo mais bem guardado. O fundador da Obra, Monsenhor Josemaría Escrivá de Balaguer († 1975), não conseguiu encarar o Rito Novo. Até a sua morte ele somente celebrava a Missa Antiga.
“Não joguem fora os Missais [Antigos], eles voltarão” – ele teria dito aos membros do Opus Dei pouco tempo depois da destruição litúrgica após o Concílio Vaticano Segundo.
Entretanto, chegou uma hora em que a palavra do fundador não valia tanto no Opus Dei. O rito dos pais se tornou um tabu absoluto para a comunidade por motivos politicamente eclesiais. Desejava-se a qualquer preço que eles saíssem do seu próprio papel de fachada – se necessário, a bem da verdade.
Entretanto, nesse ínterim, o vento litúrgico soprou no Vaticano.
Por isso, segundo informações do blog espanhol ‘Sector Católico’, a Missa Antiga também será celebrada na basílica romana de Santo Eugênio. A grande igreja está sob o controle do Opus Dei e se localiza próxima à Casa Central da Prelatura Pessoal, no sofisticado bairro romano de Parioli.
Não está claro se com esse passo litúrgico o Opus Dei irá testemunhar a sua confiança no Papa, na verdade ou em ambos. Então, em duas décadas, a atitude do Opus Dei alinhada com a política da Igreja fez com que inúmeros expoentes parcialmente líderes da Prelatura assumissem posições cada vez mais liberais – e, ao que parece, acreditassem nelas. Consequentemente, o Motu Proprio ‘Summorum Pontificum’, de 7 de julho de 2007, a princípio, foi totalmente ignorado pela Prelatura.
Entretanto, agora parece que chegou a hora da virada.
No seminário internacional Sedes Sapientiae, em Roma, dirigido pelo Opus Dei, os seminaristas também estão aprendendo sobre o Rito Antigo desde alguns meses.
O seminário forma futuros padres seculares, que foram enviados à Roma por seus bispos para concluírem seus estudos. Segundo informações do blog, até mesmo os seminaristas internos do Opus-Dei, que freqüentam o seminário Collegio Romano della Santa Croce, em Roma, estão sendo instruídos no Rito Antigo, tão amado por seu fundador.
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Em “O Código da Vinci”, livro e filme, o Opus Dei foi retratado como uma força radical vigilante ultra-direitista despachando monges assassinos para liquidar hereges. A verdade é que o Opus Dei nunca foi muito corajoso em reagir às tendências modernistas que minaram a tradição em sua própria igreja. O exemplo mais óbvio é como o grupo foi ativamente contrário àqueles que combateram nas trincheiras por décadas para trazer de volta a antiga Missa em Latim, que fora suprimida após o liberalizante Concílio Vaticano Segundo de 1962-65.
The Washington Times – 16 de fevereiro de 2010
Não poderíamos dizer melhor. Com raras exceções, a “Obra” foi tão contrária ao Summorum Pontificum quanto uma instituição pode ser enquanto reivindica ser “fiel ao Papa”. Muitos na prelazia simplesmente parecem não gostar tanto do Papa Bento XVI, particularmente , se comparado a seu predecessor. (Sobre o assunto mencionado no editorial, fomos informados que o evento envolvendo um dissidente pró-aborto na propriedade do Opus Dei em D.C. foi cancelado)
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Atualização: Bem, parece que em algum lugar eu acertei os nervos. A resposta básica a este post por parte dos que discordam com o que foi escrito acima é uma das seguintes: (1) o jornal não é confiável; (2) São Josemaría Escrivá de Balaguer é um SANTO, um S A N T O , você sabia disso????; (3) ninguém celebra a Missa de Paulo VI melhor que a Obra.
Nenhum destas respostas discute o seguinte:
(a) Do editorial: “A verdade é que o Opus Dei nunca foi muito corajoso em reagir às tendências modernistas que minaram a tradição em sua própria igreja”. É mentira? Isso não significa que os membros ou amigos da Obra nunca fizeram nada em favor da Tradição.
(b) Do comentário: “A ‘Obra’ foi tão contrária ao Summorum Pontificum quanto uma instituição pode ser”. Reitero e acrescento: para os católicos tradicionais espalhados pelo mundo, a resposta absolutamente decepcionante do Opus Dei ao Summorum Pontificum foi trágica e desesperadora. Se parecia existir uma organização dentro da Igreja que fosse liturgicamente preparada para uma reversão completa para a Missa e Liturgia Tradicional, pareceria ser a Obra. Enquanto o seguir cegamente toda palavra emanada de qualquer dicastério Romano impediu o escrupuloso OD de (re)adotar a Missa Tradicional em masse no período 1970-2007, o próprio pronunciamento do Papa, de sua própria vontade (motu proprio), pareceu remover qualquer obstáculo de consciência que os membros ou amigos da Obra possam ter tido. Com raríssimas exceções, simplesmente não houve resposta.
(c) Quanto ao OD simplesmente “não gostar” do Papa Bento XVI tanto quanto gostava do Papa João Paulo II, é mais uma matéria de percepção do que de ouvir dos próprios padres e amigos da Obra. Provavelmente, é o segredo pior escondido na Igreja… Se alguém precisa de evidência disso, basta lembrar os dois momentos nos quais o Santo Padre foi praticamente jogados aos cães seculares, após Summorum e depois do levantamento das excomunhões dos bispos da SSPX. Onde estavam estes “novos Jesuítas” para serem vistos? Eles foram totalmente estridentes ao se defender do conteúdo de um livro de ficção, mas quando o Papa vivo e atual precisou de defesa pública, onde eles estavam?
Fonte: Rorate-Caeli
Other papal MCs arriving:
Participants of the Consistory arriving. Archbishop Raymond Burke:
The Pope wore a stole with the arms of Pope Benedict XV:
Archbishop Amato, Prefect of the Congregation for the Causes of the Saints, addressing the Holy Father:
“Quando se olha as tendências e pensamentos que circulam e dominam na Igreja atualmente, se tem a impressão de que nossa cerimônia de hoje não tem pontos em comum. Como é possível que tantas coisas tenham mudado? E quando escutamos, inclusive de Roma, que nada mudou, é para se ficar estupefato. Também a Missa: basta abrir os olhos para ver se é ou não sempre a mesma. Reconhece-se todavia a Jesus como Filho de Deus? O terremoto sacudiu a Igreja desde seus alicerces. E então, se pergunta, chegar-se-á a um resultado nas discussões com Roma, teremos logo um acordo? Francamente, sinceramente, humanamente falando, não vemos chegar este acordo. O que quer dizer acordo? Sobre o que estamos de acordo? Sobre o fato de que só através da Igreja temos os meios de salvação?”.
“Se nós discutimos — não negociamos, discutimos — é na esperança de que esta verdade, que proclamamos aos máximos níveis da Igreja, toque os corações: já que temos os meios para abrir a boca, temos o dever de abri-la. Isso não quer dizer malbaratar a verdade para tratar de encontrar um caminho intermediário; absolutamente não, pelo contrário. Então, humanamente, não chegaremos nunca a um acordo; sim, humanamente não chegaremos a um acordo, por como vemos as coisas agora, humanamente não serve para nada. Mas quando falandos da Igreja, não falamos humanamente. Falamos de uma realidade sobrenatural à qual Nosso Senhor prometeu que não sucumbirá, contra a qual as portas do inferno não prevalecerão. E, portanto, ainda que estejamos diante de uma realidade difícil e contraditória, nós sabemos que as coisas estão nas mãos de Deus, que tem os meios para pôr as coisas novamente em seu lugar. Seria oportuno recordar que falar e discutir é necessário, mas não basta: quando se fala de salvar as almas, quando se pensa em como Deus fez a Igreja sair de outras crises que teve no curso dos séculos, vemos que o que se necessita é santidade, com a qual se rejuvenesce e cura a Igreja. Sem a graça, e ficando apenas no nível dos homens, já se perdeu desde o começo. Todos, portanto, como católicos, devemos fazer algo, avançando na graça, no amor de Deus e na caridade”.
Este discurso, que alguns órgãos de imprensa mal interpretaram como um boicote aos diálogos em curso (o que, ademais, seria totalmente incoerente, considerando os esforços por parte da FSSPX para obter este diálogos), é , na realidade, um discurso de abertura e confiança na intervenção sobrenatural para alcançar o resultado, inalcançável contando apenas com as forças humanas. Não há necessidade de ser semiólogo para saber que a frase “humanamente é impossível, mas Deus pode tornar as coisas possíveis” tem, evidentemente, um sentido exatamente oposto a dizer: “Deus pode tudo, mas humanamente é impossível”. Isto é, a ênfase está colocada sempre na adversativa (pensai na diferença entre “É um preguiçoso, mas um bom garoto” e “é um bom garoto, mas preguiçoso”).
Unamo-nos às orações pelo bom resultado destes diálogos, conhecendo, em particular, quanto ruído o campo progressista faz por seu fracasso.
Dignos de menção são também os conceitos que o bispo lefebvrista desenvolveu na homilia para explicar o valor da batina que os treze seminaristas usaram pela primeira vez, e, esperamos, in aeternum. Esta “batina toda negra” prega, disse:
“Recorda aos homens que sois discípulos de Jesus Cristo e é um sinal de que existe algo que ultrapassa a realidade dos homens: a fé, as realidade sobrenaturais. Sim, a batina fala e prega: diante dela, os homens reagem, talvez mal, mas com frequência positivamente afetados. A gente vê uma batina e vê um sacerdote. Hoje, esta imagem já não está na realidade, salvo entre os tradicionalistas e na publicidade (quando se trata de anunciar uma marca de spaghetti, se vê sacerdotes de batina, nunca de clergyman), mas precisamente porque sabem que, na alma dos cristãos, o sacerdote é o sacerdote de batina. E quando se pensa no sacerdote, se pensa em outro Jesus, em um homem que não é como os outros homens, que está separado do mundo. O preto da batina é o preto do luto, da morte ao mundo, da renúncia a ele. A batina é já sacrifício, não pelo prazer do sacrifício como fim em si mesmo, como um estóico ou um masoquista, mas para se pôr à disposição das almas. E se essa batina se comporta bem, é uma verdadeira chama; se se comporta mal, é imediatamente um escândalo que produz um imenso mal”.
Fonte: Messa in Latino, via La Buhardilla de Jerónimo.
Visto em: Fratres in Unum