O fascismo chauvinista alemão se estabeleceu, entrando pela porta da frente. Hitler manipulou a alma alemã, com recursos de encantamento irresistível. Seu nome estourou nas urnas. Estava tão certo da vitória que não ocultou nenhum de seus tenebrosos pensamentos. Todos conheciam suas pregações imperialistas, seu gosto pelo uso da força, sua arrogância diante dos judeus, sua presunção de superioridade da raça ariana. Um observador, colocado a certa distância, poderia prever a colisão inexorável que aconteceria entre o bem do povo alemão, e o programa foguetório do regime político, que deveria arrostar todas as conquistas civilizatórias. É a história do passarinho encantado, que fica à disposição da cobra que o engole sem escrúpulos.
Não sou daqueles que consideram a Revolução de 31 de março, como um mal absoluto. As intenções foram boas, tendo recebido o firme apoio da opinião pública. Os nobres ideais foram obumbrados, progressivamente, pelo uso abusivo do cerceamento das liberdades. Com o correr do tempo, as lideranças socialistas, em vez de se converterem, entraram na clandestinidade. Mas posteriormente retornaram, entre aplausos, e ocuparam tranquilamente quase todos os escalões da República cripto-socialista. Certíssimos do sucesso, já se tem como garantida a execução de alguns programas antiqüíssimos: a interrupção violenta da gravidez; o enfraquecimento da vida familiar, pelo apoio a outros tipos de “família”; a redução à obediência de veículos de comunicação através de prêmios e castigos; a insegurança dos direitos constitucionais; a subserviência do poder judiciário; a impossibilidade de manifestação religiosa em público; a descaracterização do país de qualquer sinal cristão, depois de termos passado ao povo, durante séculos, os ensinamentos de Cristo...Será que se avizinha o tempo em que precisamos ocultar que somos católicos? A vitória desse programa “moderno” parece ser tão evidente como o pôr do sol antes da noite escura. O nosso veículo tem freio e tem direção. Enxergamos o perigo que se avizinha? “Eis agora o dia da salvação” (2 Cor 6, 2 ). Ainda podemos evitar o grande mal.
«chamados a ser santos, junto com todos os que, em qualquer lugar, invocam o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso: Para vós, graça e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo» (1 Cor 1, 2-3). Com estas palavras, acolho a todos vós, amados Pastores do Regional Leste 2 em Visita ad Limina, e vos saúdo com grande afeto na consciência do laço colegial que une o Papa com os Bispos no vínculo da unidade, da caridade e da paz. Agradeço a Dom Walmor as amáveis palavras com que interpretou os vossos sentimentos de homenagem à Sé de Pedro e ilustrou os desafios e problemas que são objeto do vosso empenho a bem da grei que Deus vos confiou nos Estados do Espírito Santo e Minas Gerais.
Vejo que amais profundamente as vossas dioceses e também eu participo intimamente deste vosso amor, acompanhando-vos com a oração e a solicitude apostólica. A nossa é uma bela história com início palpável nas Bulas expedidas pelo Sucessor de Pedro para a ordenação episcopal e naquele «Eis-me aqui» proferido por cada um no início da cerimônia da sua sagração e conseqüente ingresso no Colégio dos Bispos. Dele começastes a fazer parte «em virtude da sagração episcopal e pela comunhão hierárquica com a Cabeça e com os membros» (Nota Explicativa Prévia, anexa à Const. dogm. Lumen gentium), tornando-vos sucessores dos Apóstolos com a tríplice função de ensinar, santificar e governar o povo de Deus.
Enquanto mestres e doutores da fé, tendes a missão de ensinar com audácia a verdade que se deve crer e viver, apresentando-a de forma autêntica. Como vos disse em Aparecida, «a Igreja tem a grande tarefa de conservar e alimentar a fé do povo de Deus, e recordar também aos fiéis (…) que, em virtude do seu batismo, são chamados a ser discípulos e missionários de Jesus Cristo» (Discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, 13/V/2007, 3). Ajudai, pois, os fiéis confiados aos vossos cuidados pastorais a descobrirem a alegria da fé, a alegria de serem pessoalmente amados por Deus, que entregou o seu Filho para nossa salvação. Como bem sabeis, crer consiste sobretudo em abandonar-se a este Deus que nos conhece e ama pessoalmente, aceitando a Verdade que Ele revelou em Jesus Cristo com a atitude que nos leva a ter confiança nele como revelador do Pai. Queridos irmãos, tende grande confiança na graça e sabei infundir esta confiança no vosso povo, para que a fé sempre seja guardada, defendida e transmitida na sua pureza e integridade.
Como administradores do supremo sacerdócio, haveis de procurar que a liturgia seja verdadeiramente uma epifania do mistério, isto é, expressão da natureza genuína da Igreja, que ativamente presta culto a Deus por Cristo no Espírito Santo. De todos os deveres do vosso ministério, «o mais imperioso e importante é a responsabilidade pela celebração da Eucaristia», competindo-vos «providenciar para que os fiéis tenham a possibilidade de aceder à mesa do Senhor, sobretudo ao domingo que é o dia em que a Igreja – comunidade e família dos filhos de Deus – descobre a sua peculiar identidade cristã ao redor dos presbíteros» (João Paulo II, Exort. ap. Pastores gregis, 39). O múnus de santificar que recebestes impõe-vos ainda ser promotores e animadores da oração na cidade humana, freqüentemente agitada, rumorosa e esquecida de Deus: deveis criar lugares e ocasiões de oração, onde no silêncio, na escuta de Deus, na oração pessoal e comunitária, o homem possa encontrar e fazer a experiência viva de Jesus Cristo que revela o rosto autêntico do Pai. É preciso que as paróquias e os santuários, os ambientes de educação e sofrimento, as famílias se tornem lugares de comunhão com o Senhor.
Enfim, como guias do povo cristão, deveis promover a participação de todos os fiéis na edificação da Igreja, governando com coração de servo humilde e pastor afetuoso tendo em vista a glória de Deus e a salvação das almas. Em virtude do múnus de governar, o Bispo está chamado também a julgar e disciplinar a vida do povo de Deus confiado aos seus cuidados pastorais, através de leis, diretrizes e sugestões, como previsto na disciplina universal da Igreja. Este direito e dever é muito importante para que a comunidade diocesana permaneça unida no seu interior e caminhe em sincera comunhão de fé, de amor e de disciplina com o Bispo de Roma e com toda a Igreja. Para isso, não vos canseis de alimentar nos fiéis o sentido de pertença à Igreja e a alegria da comunhão fraterna.
Entretanto o governo do Bispo só será pastoralmente proveitoso «se gozar do apoio duma boa credibilidade moral, que deriva da sua santidade de vida. Tal credibilidade predisporá as mentes para acolherem o Evangelho anunciado por ele na sua Igreja e também as normas que ele estabelecer para o bem do povo de Deus» (Ibid., 43). Por isso, plasmado interiormente pelo Espírito Santo, cada um de vós faça-se «tudo para todos» (cf. 1 Cor 9, 22), propondo a verdade da fé, celebrando os sacramentos da nossa santificação e testemunhando a caridade do Senhor. Acolhei de coração aberto quantos batem à vossa porta: aconselhai-os, confortai-os e apoiai-os no caminho de Deus, procurando guiar a todos para aquela unidade na fé e no amor da qual, por vontade do Senhor, deveis ser princípio e fundamento visível nas vossas dioceses (cf. Const. dogm. Lumen gentium, 23).
Queridos Irmãos no Episcopado! Ao concluir este nosso encontro, desejo renovar a cada um de vós os meus sentimentos de gratidão pelo serviço que prestais à Igreja com viva dedicação e amor. Por intercessão da Virgem Maria, «exemplo daquele afeto maternal de que devem estar animados todos quantos cooperam na missão apostólica que a Igreja tem de regenerar os homens» (Ibid., 65), invoco de Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote, sobre o vosso ministério a abundância dos dons e consolações celestes e concedo-vos, extensiva aos sacerdotes e diáconos, aos consagrados e consagradas, aos seminaristas e aos fiéis leigos das vossas comunidades diocesanas, uma particular Bênção Apostólica.
José Maria Mayrink – O Estado de São Paulo – A discussão do Programa Nacional de Direitos Humanos foi o tema de maior tensão na 48.ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que se encerra amanhã em Brasília, por causa da oposição de um grupo de participantes.
D. Aldo Pagotto, arcebispo da Paraíba, no passado teve ligações com a TFP.
O grupo considera o texto uma “inspiração bolivariana“, com a intenção de cercear a democracia, utilizando para isso a censura à imprensa. “Há uma inspiração inegável nos modelos bolivarianos da Venezuela, Bolívia e Equador, cujos governos pregam a democracia participativa de grupos de pressão, inibem o Legislativo e o Judiciário e negam valores transcendentes”, afirmou o arcebispo da Paraíba, d. Aldo Pagotto, que brigou no plenário da reunião pela aprovação de uma declaração mais dura sobre o programa.
A tendência inicial, pela proposta de alguns bispos, era divulgar uma mensagem mais moderada, restringindo as críticas a alguns pontos condenados pela Igreja, como a defesa do aborto e a união estável de pessoas do mesmo gênero.
Os debates levaram a uma versão aceitável para os dois lados, depois da rejeição de um rascunho de declaração considerado brando pelos mais radicais.
Ambiguidade. “A questão da retirada de símbolos religiosos de locais públicos é periferia, pois na verdade não há lugar no Programa Nacional de Direitos Humanos para valores perenes“, insistiu d. Aldo. “O texto é cheio de proposições ambíguas que misturam direitos humanos com leis feitas por minorias e grupos de pressão, de acordo com uma ética de situação ou das circunstâncias”, acrescentou.
Para d. Aldo, exemplo dessa ambiguidade é a ação dos sem-terra, que passam a ter direitos acima da propriedade, com consequente inibição do Judiciário, “Invade-se a terra e, para reaver o que considera seu, o fazendeiro tem de discutir com os invasores, antes de recorrer à Justiça”, observou.
O arcebispo da Paraíba disse ainda que, ao contrário de alguns bispos que acreditam ser possível um diálogo, porque identificam pontos positivos no programa, ele não vê como se pode dialogar a partir de ambiguidades.
“Eu tenho dificuldade de apontar pontos positivos no texto, porque me parece óbvia a intenção de cercear a democracia, que os bolivarianos consideram uma instituição caduca”, insistiu d. Aldo.
Tensão. Falando aos jornalistas como delegados da Assembleia Geral, o bispo de Jales (SP), d. Demétrio Valentini, e o de Balsas (MA), d. Enemésio Lazzaris, também comentaram as discussões provocadas pela terceira edição do Programa Nacional de Direitos Humanos, lançado em dezembro do ano passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Houve muita tensão, porque alguns bispos quiseram ir além dos pontos condenados, por consenso, pela Igreja (aborto, legalização do lenocínio, união de homossexuais)”, observou d. Demétrio.
Para o bispo, está em jogo uma visão antropológica que “não respeita a ordem natural das coisas e a lei natural”.
Brasília, 06 de maio de 2010 – Missa na Assembléia Geral dos Bispos do Brasil. “Portanto, reprove-se qualquer uso, para a celebração da Missa, de vasos comuns ou de escasso valor, no que se refere à qualidade, ou carentes de todo valor artístico, ou simples recipientes, ou outros vasos de cristal, argila, porcelana e outros materiais que se quebram facilmente” (Redemptionis Sacramentum, 117).
05 de maio de 2010 - Todas as tendências reunidas em Brasília no coquetel de inauguração das novas instalações do Sistema Canção Nova de Comunicação: a pré-candita abortista Dilma Roussef; seu aliado "católico" favorável ao uso de preservativos Gabriel Chalita; o bispo conservador de Lorena, Dom Benedito Beni dos Santos; o bispo tradicionalista Dom Fernando Arêas Rifan; e Luzia Santiago e Eto, carismáticos membros da Comunidade Canção Nova.
Nota da Cúria da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney.
A propósito da presença do Exmo. Sr. Bispo Dom Fernando Arêas Rifan na inauguração do Centro de Produção Multimídia da Canção Nova em Brasília (DF), no dia 5 de maio de 2010, a Cúria da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, a pedido do Sr. Bispo, vem esclarecer o que segue:
1) A presença do Sr. Bispo Dom Fernando a essa inauguração, para a qual foi duas vezes convidado, junto com cerca de sessenta outros Bispos, não significou nem significa apoio a tudo o que veicula esse meio de comunicação, como aliás não significou nem significará esse apoio sua presença em quaisquer outras inaugurações de veículos de comunicação a que comparece ou abençoa, por ofício ou educação. Ademais, é por demais conhecida a nossa posição litúrgica na Igreja, conservando como forma ritual própria, concedida pela Santa Sé, o Rito Romano na sua forma extraordinária, nossa identidade e razão da nossa existência.
2) O encontro com a Sra. Dilma Roussef, que, na ocasião, veio até ao Sr. Bispo para cumprimentá-lo e a cujo cumprimento ele correspondeu por educação, foi fortuito e inesperado, considerado pelo Sr. Bispo como estranho e ardiloso por parte de quem a convidou, pois tal presença não constava no convite e, se constasse, o Sr. Bispo não o teria aceitado, para não dar motivo a más interpretações.
3) A foto, em que aparecem o Sr. Bispo e a pré-canditada, não significa qualquer apoio à sua candidatura e muito menos ao seu partido ou programa de governo, como aliás, não significam nem significarão qualquer apoio outras fotos com outros candidatos que eventualmente visitarem ou cumprimentarem o Sr. Bispo, coisa muito comum em épocas pré-eleitorais.
4) A Cúria da nossa Administração Apostólica e seu Bispo, S. Exa. Dom Fernando Arêas Rifan, aproveitam a oportunidade para, até em defesa dos verdadeiros direitos humanos, corretamente sempre defendidos e apoiados pela Igreja, expressar seu total repúdio ao PNDH 3 (Plano Nacional de Direitos Humanos 3) do atual governo, pois, embora contenham boas proposições, que reconhecemos, no entanto sua linha de princípios e grande parte de suas diretrizes, metas e sugestões, expressa ou veladamente, contradizem a moral natural e cristã, especialmente quando pretendem, entre outras posições errôneas, adotar o aborto, a união civil entre pessoas do mesmo sexo, a adoção por casais homoafetivos, a regulamentação profissional da prostituição, a proibição dos símbolos religiosos nos estabelecimentos públicos e a proteção aos invasores de propriedades.
Campos dos Goytacazes, 10 de maio de 2010 Mons. José de Matos Barbosa Chanceler e Vigário Geral.
Uma menor atençãoque por vezes é prestadaao culto do Santíssimo Sacramento é indício e causa de escurecimento do sentido cristão do mistério, como sucede quando na Santa Missa já não aparece como proeminente e operante Jesus, mas uma comunidade atarefada com muitas coisas em vez de estar recolhida e deixar-se atrair para o Único necessário: o seu Senhor. Ora, a atitude primária e essencial do fiel cristão que participa na celebração litúrgica não é fazer, mas escutar, abrir-se, receber… É óbvio que, neste caso, receber não significa ficar passivo ou desinteressar-se do que lá acontece, mas cooperar – porque tornados capazes de o fazer pela graça de Deus – segundo «a autêntica natureza da verdadeira Igreja, que é simultaneamente humana e divina, visível e dotada de elementos invisíveis, empenhada na ação e dada à contemplação, presente no mundo e, todavia, peregrina, mas de forma que o que nela é humano se deve ordenar e subordinar ao divino, o visível ao invisível, a ação à contemplação, e o presente à cidade futura que buscamos» (Const. Sacrosanctum Concilium, 2). Se na liturgia não emergisse a figura de Cristo, que está no seu princípio e está realmente presente para a tornar válida, já não teríamos a liturgia cristã, toda dependente do Senhor e toda suspensa da sua presença criadora.
Como estão distantes de tudo isto quantos, em nome da inculturação, decaem no sincretismo introduzindo ritos tomados de outras religiões ou particularismos culturais na celebração da Santa Missa (cf. Redemptionis Sacramentum, 79)! O mistério eucarístico é um «dom demasiado grande – escrevia o meu venerável predecessor o Papa João Paulo II – para suportar ambigüidades e reduções», particularmente quando, «despojado do seu valor sacrificial, é vivido como se em nada ultrapassasse o sentido e o valor de um encontro fraterno ao redor da mesa» (Enc. Ecclesia de Eucharistia, 10). Subjacente a várias das motivações aduzidas, está uma mentalidade incapaz de aceitar a possibilidade duma real intervenção divina neste mundo em socorro do homem. Este, porém, «descobre-se incapaz de repelir por si mesmo as arremetidas do inimigo: cada um sente-se como que preso com cadeias» (Const. Gaudium et spes, 13). A confissão duma intervenção redentora de Deus para mudar esta situação de alienação e de pecado é vista por quantos partilham a visão deísta como integralista, e o mesmo juízo é feito a propósito de um sinal sacramental que torna presente o sacrifício redentor. Mais aceitável, a seus olhos, seria a celebração de um sinal que corresponda a um vago sentimento de comunidade.
Mas o culto não pode nascer da nossa fantasia; seria um grito na escuridão ou uma simples auto-afirmação. A verdadeira liturgia supõe que Deus responda e nos mostre como podemos adorá-Lo. « A Igreja pode celebrar e adorar o mistério de Cristo presente na Eucaristia, precisamente porque o próprio Cristo Se deu primeiro a ela no sacrifício da Cruz» (Exort. ap. Sacramentum caritatis, 14). A Igreja vive desta presença e tem como razão de ser e existir ampliar esta presença ao mundo inteiro.
O povo católico de todo o mundo acompanha, com profunda dor no coração, as denúncias de inúmeros casos de abuso sexual de crianças e adolescentes praticado por pessoas ligadas à Igreja, particularmente padres e religiosos. A imprensa tem noticiado com insistência incomum, casos acontecidos nos Estados Unidos, na Alemanha, na Irlanda, e também no Brasil.
Sem temer a verdade, o Papa Bento XVI não só reconheceu publicamente esses graves erros de membros da Igreja, como também pediu perdão por eles. Disso nos dá testemunho a carta pastoral que o Santo Padre enviou aos católicos da Irlanda e que pode se estender aos católicos de todo o mundo.
Mais do que isso, Bento XVI não receou manifestar seu constrangimento e vergonha diante desses atos que macularam a própria Igreja. Firme, o Papa condenou a atitude dos que conduziram tais casos de maneira inadequada e, com determinação, afirmou que os envolvidos devem ser julgados pelos tribunais de justiça. Não faltou ao Papa, também, mostrar a todos o horizonte da misericórdia de Deus, a única capaz de ajudar a pessoa humana a superar seus traumas e fracassos.
Às vítimas o Papa expressou ter consciência do mal irreparável a que foram submetidas. Disse Bento XVI: “Sofrestes tremendamente e por isto sinto profundo desgosto. Sei que nada pode cancelar o mal que suportastes. Foi traída a vossa confiança e violada a vossa dignidade. É compreensível que vos seja difícil perdoar ou reconciliar-vos com a Igreja. Em seu nome expresso abertamente a vergonha e o remorso que todos sentimos”.
Essa coragem do Sucessor de Pedro nos coloca a todos em estado de alerta. Meditamos sobre esses atos objetivamente graves, e estamos certos de que – como fez o Papa – devem ser enfrentados com absoluta firmeza e coragem.
É de se lamentar, no entanto, que a divulgação de notícias relativas a esses crimes injustificáveis se transforme numa campanha difamatória contra a Igreja Católica e contra o Papa. Deixam-nos particularmente perplexos os ataques freqüentes e sistemáticos, ao Papa Bento XVI, como se o então Cardeal Ratzinger tivesse sido descuidado diante dessa prática abominável ou com ela conivente. No entanto, uma análise objetiva dos fatos e depoimentos dos próprios envolvidos nos escândalos revela a fragilidade dessas acusações. O Papa, ao reconhecer publicamente os erros de membros da Igreja e ao pedir perdão por esta prática, não merecia esse tratamento, que fere, também, grande parte do povo brasileiro, que sofre com esses momentos difíceis, e reza pelas vítimas e seus familiares, pelos culpados, mas também pelas dezenas de milhares de sacerdotes que, no mundo todo, procuram honrar sua vocação.
De fato, “a imensa maioria de nossos sacerdotes não está envolvida nesta problemática gravemente condenável. Provavelmente, não chegam a 1% os envolvidos. Ao contrário, os demais 99% de nossos sacerdotes, de modo geral, são homens de Deus, dignos, honestos e incansáveis na doação de todas as suas energias ao seu ministério, à evangelização, em favor do povo, especialmente a serviço dos pobres e dos marginalizados, dos excluídos e dos injustiçados, dos desesperados e sofridos de todo tipo” (cf. Cardeal Cláudio Hummes, 12ºENP).
No momento em que a Igreja Católica e a própria pessoa do Santo Padre sofrem duros e injustos ataques, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil manifesta sua mais profunda união com o Papa Bento XVI e sua plena adesão e total fidelidade ao Sucessor de Pedro.
A Páscoa de Cristo, que celebramos nesta semana, nos leva a afirmar com o apóstolo Paulo: “Somos afligidos de todos os lados, mas não vencidos pela angústia; postos em apuros, mas não desesperançados; perseguidos, mas não desamparados; derrubados, mas não aniquilados” (2Cor 4,8-9). Nossa fé nos garante a certeza da vitória da luz sobre as trevas; do bem sobre o mal; da vida sobre a morte.
Como deve ser de conhecimento de todos os leitores desse blog, neste ano estão previstos dois encontros sobre o Motu Proprio Summorum Pontificum em terras de lusófonas.
O primeiro será no Brasil, precisamente na Diocese de Garanhuns, governada por Dom Fernando Guimarães. Os detalhes vieram do blog "Salvem a Liturgia!" e seguem abaixo:
ENCONTRO SACERDOTAL SOBRE O MOTU PROPRIO “SUMMORUM PONTIFICUM” DE S.S. O PAPA BENTO XVI “UM GRANDE DOM ESPIRITUAL E LITÚRGICO PARA TODA A IGREJA”
Caro irmão no sacerdócio,
Laudetur Jesus Christus!
Temos a satisfação de convidá-lo a participar de um encontro sobre o Motu Proprio “Summorum Pontificum” e suas conseqüências no campo da liturgia, do direito litúrgico e da espiritualidade ao comemorarmos os três anos de sua publicação por S. S. o Papa Bento XVI.
Este encontro tem o patrocínio de Dom Fernando José Monteiro Guimarães, C.SS.R., Bispo diocesano de Garanhuns, o qual trabalhou muitos anos com o Card. Castrillón Hoyos em Roma e recentemente foi nomeado membro do Supremo Tribunal da Signatura Apostólica e conta com o apoio da Administração Apostólica São João Maria Vianney.
Realizar-se-á nos dias 17, 18 e 19 de junho deste ano na cidade de Garanhuns, uma cidade serrana perto de Recife de clima muito ameno.
Aos que desejam participar pedimos a prévia autorização escrita do próprio Ordinário (o bispo para os padres diocesanos ou o superior religioso competente para os religiosos) que deverá ser enviada a:
Dom Fernando José Monteiro Guimarães, C.SS.R. Av. Santo Antônio, 40 Centro CEP 55293-000 Garanhuns – PE Fone: 0 XX 87 3761 2765 E-mail: bispogaranhuns@yahoo.com
A respeito disto Dom Fernando Guimarães, C.SS.R. enviará um convite com a programação do encontro a todos os bispos do Brasil em cujas dioceses se celebra a Santa Missa na Forma Extraordinária do Rito ou em que há padres interessados.
Aguardando a confirmação de sua participação a este momento de estudo, reflexão, oração e comunhão que será também uma graça para toda a Igreja contamos com suas orações e as de sua comunidade e o saudamos cordialmente.
A Comissão Preparatória
LOCAL DO ENCONTRO Seminário São José Av. Rui Barbosa, 200 - Garanhuns - PE, 55296-300 Fone: 0 XX 87 3761 3747
Obs: Posteriormente enviaremos maiores informações de como chegar de Recife a Garanhuns.
A programação encontra-se no próprio blog - http://www.salvemaliturgia.com/2010/03/excelente-noticia-ncontro-de-sacerdotes.html
O segundo encontro, em Portugal, será em setembro, na cidade de Fátima. O encontro português configura-se como um Workshop. Mais detalhes em www.sanctamissaportugal.wordpress.com.
É uma alegria imensa saber dessas duas iniciativas. O Motu só não é mais conhecido por falta de divulgação e encontros como estes realmente ajudam, diria que são fundamentais. Mais importante ainda é ver que pelo menos um bispo do Brasil está comprometido com o Motu do Papa. Não basta "autorizar" a missa tradicional, é preciso divulgar a missa tradicional e quando um bispo o faz torna-se sinal para todos os outros. Dom Fernando é um pioneiro!
Aos organizadores do Workshop em Portugal, nossas mais profundas orações, do outro lado do Atlântico!
"X, quanto a rezar missa no rito de São Pio V e reformado por João XXIII em 1962, eu interpreto como um gesto de boa vontade de Bento XVI, na direção do pessoal que sente forte atração pela tradição antiga. Aqui nunca ninguém pediu uma celebração nesse rito. Mas vou atender, se um grupo significativo o solicitar. Abraços."
+ Roque scj
Embora não haja necessidade de autorização por parte do bispo diocesano, quando o clero local não atende a necessidade dos fiéis, cabe ao ordinário providenciar a observância da lei (Summorum Pontificum,art. 7º).
Os artigos de Dom Aloísio Roque Oppermann, que destoam dos publicados por outros epíscopos brasileiros, podem ser encontrados no site da CNBB.
Um texto publicado no site da CNBB (para o espanto do Jorge Ferraz, meu e seu...) fala sobre certa ideologia "que louva certas revoluções, de viés claramente esquerdizantes." O texto, de autoria de , Dom Aloísio Roque Oppermann, fala prioritariamente dessa ideologia sendo enfiada goela abaixo dos jovens. Já perdi a conta de quantas mensagens já recebi aqui neste blogue que me acusam de parcialidade e preconceito para com as coisas objetivamente "esquerdizadas" que acontecem na Igreja do Brasil. Quantas críticas aos meus textos contra Campanha da Fraternidade e à PJ... realmente perdi a conta. Mas não se preocupem, não vou me fixar nisso. Agora o discurso é proferido por outra pessoa, um bispo. É claro que a crítica não é tão insistente, nem menciona com força o nome da PJ mas... "Recebo uma revista católica, que leio religiosamente. Destina-se aos Jovens. É escrita por uma equipe de pessoas de bom nível intelectual e didático. Mas lá no fundo, a linha de pensamento me deixa preocupado. Entre outras coisas, mensalmente sai um artigo que louva certas revoluções, de viés claramente esquerdizantes. É um estímulo aos jovens, para canalizar suas energias, de modo bem suave, para o socialismo"
Não é de hoje, e isso eu digo desde sempre, que os jovens estão sendo doutrinados segundo essa linha esclerosada, arcaica e morta de ideologia. Qualquer pessoa, com um mínimo de coerência, saberá reconhecer que, em qualquer folheto destinado às Pastorais da Juventude, estará de estampado forma clara e descarada o marxismo pavoroso. O universo de publicações negativas é muito maior que o citado pelo bispo em questão. Revistas "católicas", folhetos de campanhas "católicas", todo tipo de subsídio para jovens "católicos", enfim, tudo que é produzido oficialmente pelos organismos da CNBB (não sejamos tolos, vamos dar o nome do patrão para não bater só no empregado...) é o mais puro marxismo tosco. O outro mundo possível, a tal da civilização do amor e da justiça que frequentemente lemos nesses materiais é "o que menos interessa. O que se busca é uma nova ordem social, evidentemente socialista". Dom Oppermann está certíssimo em criticar. Penso que ele corre o risco de se tornar "divisivo" ou "impopular". Grande coisa... Mas será que os jovens que, com freqüência medonha, param aqui para me criticar farão o mesmo com Dom Oppermann? OK! Forcei a barra... O que me interessa é saber se os bispos do Brasil, ou pelo menos alguns poucos, estão despertando da longa hibernação sobre o marxismo? The dream is over? Se Dom Oppermann tivesse redigido este texto na década de 90, bom, primeiro ele jamais seria publicado no site da CNBB, segundo, o bispo seria massacrado publicamente pelos confrades no episcopado. Vemos como as coisas estão (LENTAMENTE) mudando. Já é possível ver um bispo crítico da caminhada desastrosa da Igreja Brasileira.
Resido em Franca há quase dez anos, e muito me alegro em assistir à Santa Missa na forma extraordinária do Rito Romano desde que teve início com o padre Renato Leite e depois com Dom Diógenes, nosso bispo emérito. Quando este se acidentou e não pode mais celebrá-la, veio em nosso auxílio o padre Roberto Miranda, do Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Mococa; este reverendíssimo sacerdote deixa, muitas vezes, seus afazeres para vir a Franca celebrar a Santa Missa para um agrupamento em torno de cem a cento e vinte pessoas.
Quando saiu a nomeação do novo bispo de Franca, fui pesquisar a seu respeito e muito me assustou a confirmação de suas amizades com Dom Paulo Evaristo Arns e Dom Luciano Mendes de Almeida, pela temerária ligação com a marxista TL.
O que dizer? O que fazer?
Silenciar o coração e rezar. Confiemos na Providência Divina e esperemos que a Verdade prevaleça e que os corações se convertam ao Pai e não à idéia de um banquete como antecipação do mundo pós-revolucionário. Caridade sim, mas guiada pela Verdade.
Que os bispos obedeçam a Pedro e que o Vigário de Cristo esteja sob a proteção de Maria Santíssima e São Miguel.
Abaixo, estão o vídeo da primeira Missa Tridentina celebrada por Dom Diógenes aos 29 de dezembro de 2007, uma entrevista do novo bispo de Franca, Dom Pedro LuízStringhini, feita pelos Arautos do Evangelho (Biografia) e os comentários do Danilo Augusto do blogIgreja Una.
Os Católicos Tradicionais de Franca terão problemas?
O Motu Proprio Summorum Pontificum tem quase três anos e poucas foram as dioceses brasileiras que o aplicaram de forma exemplar, ou melhor dizendo, poucas foram as dioceses brasileiras que o aplicaram. Uma dessas poucas porções do povo de Deus foi a diocese de Franca, onde o próprio bispo emérito foi encarregado de rezar as missas. A repercussão foi tão positiva que a diocese virou "um modelo viável" para a aplicação efetiva e pacífica do documento na realidade brasileira. Um modelo, infelizmente, que nenhum bispo ousou imitar.
Claro, tem Niterói (RJ), onde há uma convivência fina entre o arcebispo e a missa. Em outras dioceses há uma tolerância mais ou menos pacífica para com o rito extraordinário da liturgia católica, como é o caso de São Paulo, Curitiba, Belém, Olinda-Recife e só.
Tivemos nesta semana o anúncio de novas nomeações episcopais por parte do Santo Padre. O que nos chamou a atenção foram duas nomeações. A primeira, recebida com certo alívio, é de Dom Alberto tornando-se arcebispo de Belém e deixando o potentíssimo cargo de Primaz do Brasil vago para um futuro sucessor do Cardeal de São Salvador (minhas fichas continuam em Dom Walmor). A segunda foi justamente a nomeação de Dom Pedro Luíz Stringhini como bispo de Franca.
Ai, ai, ai! Dom Stringhini não é o bispo do caso do Dia do Trabalho? Não é ele o mesmo que declarou absurdos sobre a participação das Caóticas pelo Direito de Matar no DVD da Campanha da Fraternidade sobre a Defesa da Vida? Não é ele mesmo um autêntico representante da velha-nova safra da Teologia da Libertação, que começa algumas de suas cartas com "Companheiros e companheiras"? Sim, é ele mesmo. O então bispo auxiliar de São Paulo é um autêntico bispo que encarna os áureos tempos do cardeal Arns. Tempos que queremos, precisamos e vamos esquecer; tempos que serão lembrados apenas nos livros de história da Igreja do Brasil, em notas de rodapé.
Minha grande preocupação é com a sobrevivência da missa tradicional em Franca. Ora, poderão pensar alguns, mas ele não vem justamente de uma diocese onde há vários centros de celebração da missa antiga? Sim, mas uma coisa é a missa celebrada em três ou quatro capelas numa arquidiocese do tamanho de São Paulo, com uma população católica equivalente a um pequeno país e comandada por vários bispos auxiliares e vigários; outra coisa, bem diferente, é a celebração desta mesma liturgia numa pequena diocese de interior com um único "moderador da liturgia", leia-se bispo.
Sabemos (e como!) que os bispos podem obstruir, sufocar ou proibir informalmente a missa antiga. Os motivos que levam um bispo a uma atitude de tamanho desrespeito para com o Santo Padre e, principalmente, de intolerância extrema para com os católicos de índole tradicional são tantos, mas todos possuem sua raiz no orgulho, o mais sinistro dos pecados, como bem apontou o ex-secretário da Congregação para o Culto Divino, Sua Quase-Eminência Dom Malcon Ranjith.
Evidentemente que não estou dizendo que tudo isso acontecerá, que se armará uma guerra troiana em Franca, como já temos visto com triste frequência no interior paulista. Espero sinceramente que Dom Stringhi respeite a "sensibilidade" (eu sei, não é o termo correto, é uma questão de fé, mas falemos num idioma que o episcopado brasileiro entende...) dos católicos tradicionais em Franca, permitindo a missa como até agora se permite e - será que é pedir demais? - até inicie com eles uma boa relação paternal.
Bispos da libertação não têm bons antecedentes de tolerância para com a missa antiga ou para com qualquer coisa que não esteja na agenda da emancipação dos pobres, etc. Esperemos que Franca rompa também com esse mito e volte a ser um modelo para o restante do Brasil. Ao novo bispo eleito de Franca nossos profundos votos de um bom ministério episcopal, sempre objetivando a salvação das almas.
Infelizmente, a tradução do Missale Romanun de 1970, do latim para o português, foi muito mal feita. Os erros cometidos na versão portuguesa se repetiram em outras línguas, entretanto, mui provavelmente, a nossa realidade supera qualquer outra. Os problemas vão desde a omissão de trechos importantes e a deformação de sentidos até a troca de palavras, tudo para favorecer um inapropriado espírito litúrgico. Para entender como foi feita a tradução nada melhor do que ler o relato do seu mentor; D. Clemente Isnard, OSB.
Em latim:
- Dominus Vobiscum - Et cum spiritu tuo
Em português:
- O Senhor esteja convosco - Ele está no meio de nós
Quando o correto seria:
- O Senhor esteja convosco - E com o teu espírito
Na tradução do Missal para a língua inglesa o mesmo erro se repetiu. Entretanto, a Conferência dos Bispos dos EUA, acatando o pedido da Santa Sé por edições reformadas e revistas, lançou uma nova versão com uma acentuada melhora.
- The Lord be with you. - And also with you.
Foi corrigido para:
- The Lord be with you. - And with your spirit.
Vejam este link, contém a reforma feita na tradução do Missal em inglês. As diferenças são enormes e gritantes. Com a correção, o sentido Sacrificial da Liturgia foi exaltado e passou a ser melhor expressado.
A nossa Oração Eucarística V – feita por um misterioso Sacerdote maranhense – nasceu durante o processo da tradução. Esta consegue ir desde erros de linguagem culta – “A todos que chamastes pra outra vida” “sempre bem felizes no reino que pra todos preparastes” – até imprecisões teológicas profundas:
“Toda vez que comemos deste pão, toda vez que bebemos deste vinho, anunciamos a morte de Jesus, proclamamos a sua ressurreição e aguardamos a volta do Senhor que vem satisfazer nosso ardente desejo de amor que tem sede e fome da presença do Senhor.”
E a Transubstanciação? Desde quando há pão e vinho no Altar depois da Consagração?
Nem mesmo o tradicional Cânon Romano passou ileso. Na versão original, em latim, depois da resposta ao “Mistério da Fé”, o Sacerdote reza:
“V. Unde et mémores, Dómine, nos servi tui, sed et plebs tua sancta, eiúsdem Christi, Fílii tui, Dómini nostri, tam beátæ passiónis, necnon et ab ínferis resurrectiónis, sed et in cælos gloriósæ ascensiónis: offérimus præcláræ maiestáti tuæ de tuis donis ac datis hóstiam puram, hóstiam sanctam, hóstiam immaculátam, Panem sanctum vitæ ætérnæ et Cálicem salútis perpétuæ.”
Não precisa ser um grande conhecedor de latim para perceber que, comparando com a tradução oficial, há perda de relevantes trechos:
“V. Celebrando, pois, a memória da paixão do vosso Filho, da sua ressurreição dentre os mortos, e gloriosa ascensão aos céus, nós, vossos servos, e também vosso povo santo, vos oferecemos ó Pai, dentre os bens que nos destes, o sacrifício perfeito e santo, pão da vida eterna e cálice da salvação.”
A parte da “Hóstia Santa! Hóstia Pura! Hóstia Imaculada etc” foi simplesmente cortada!
Depois do ofetório o Presbítero clama:
“Orai, Irmãos e Irmãs, para que nosso sacrífio seja aceito por Deus Pai todo poderoso.”
Entretanto, a versão original, em latim, frisa com mais perfeição o sentido do Sacrifício celebrado pelo Sacerdote:
“Oráte, fratres: ut meum ac vestrum [meu e vosso] sacrifícium acceptábile fiat apud Deum Patrem omnipoténtem.”
Antes da Consagração do Vinho, o Sacerdote reza:
“V. Símili modo, postquam cenátum est, accípiens et hunc præclárum cálicem in sanctas ac venerábiles manus suas, item tibi grátias agens benedíxit, dedítque discípulis suis, dicens:”
Que foi traduzido como:
“V. Do mesmo modo, ao fim da ceia, tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente, e o deu a seus discípulos dizendo:”
Foi retirada a “Sanctas et venerabiles manibus suas”
Ademais, como é de conhecimento de muitos – ou seria de todos? -, houve uma modificação nas palavras da Consagração do vinho. Obviamente, não chega a invalidar a Missa, longe disso, mas exprime de forma imperfeita uma verdade.
“ACCIPITE ET BIBITE EX EO OMNES: HIC EST ENIM CALIX SANGUINIS MEI NOVI ET ÆTERNI TESTAMENTI, QUI PRO VOBIS ET PRO MULTIS [POR MUITOS] EFFUNDETUR IN RE M I S S I O N E M PECCATORUM. HOC FACITE IN MEAMCOMMEMORATIONEM.”
“TOMAI TODOS E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS, E POR TODOS, PARA A REMISSÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.”
Os problemas vão além desses aqui listados, mas espero ter ajudado a entender a crucial importância da revisão da tradução do Missal. Graças a Deus a Santa Se está atenta, cobrará as novas edições, quer as Conferências as façam ou não. Rezemos, e muito, na intenção dos trabalhos dos liturgistas!
Nesse vídeo, de uma Missa na forma ordinária, em latim e versus Deum, celebrada em São Paulo, por Pe. Renato Leite, podemos ouvir o Cânon Romano:
Conhecendo a orientação de nosso episcopado, só se pode pressupor que os mandaram a uma capela lateral que não tinha o “altar-mesa”, ficando os senhores bispos sem outra opção. O discurso do Santo Padre aos bispos do Regional Sul 1 em visita ‘Ad limina Apostolorum’ pode ser encontrado aqui.
Sede bem-vindos! Com grande satisfação acolho-vos nesta casa e de todo coração desejo que a vossa visita ad Limina proporcione o conforto e o encorajamento que esperais. Agradeço a amável saudação que acabais de dirigir-me pela boca de Dom José, Arcebispo de Fortaleza, testemunhando os sentimentos de afeto e comunhão que unem vossas Igrejas particulares à Sé de Roma e a determinação com que abraçastes o urgente compromisso da missão para reacender a luz e a graça de Cristo nas sendas da vida do vosso povo.
Queria falar-vos hoje da primeira dessas sendas: a família assentada no matrimônio, como «aliança conjugal na qual o homem e a mulher se dão e se recebem» (cf. Gaudium et spes, 48). Instituição natural confirmada pela lei divina, está ordenada ao bem dos cônjuges e à procriação e educação da prole, que constitui a sua coroa (cf. ibid., 48). Pondo em questão tudo isto, há forças e vozes na sociedade atual que parecem apostadas em demolir o berço natural da vida humana. Os vossos relatórios e os nossos colóquios individuais tocavam repetidamente esta situação de assédio à família, com a vida saindo derrotada em numerosas batalhas; porém é alentador perceber que, apesar de todas as influências negativas, o povo de vossos Regionais Nordeste 1 e 4, sustentado por sua característica piedade religiosa e por um profundo sentido de solidariedade fraterna, continua aberto ao Evangelho da Vida.
Sabendo nós que somente de Deus pode provir aquela imagem e semelhança que é própria do ser humano (cf. Gen 1, 27), tal como aconteceu na criação – a geração é a continuação da criação –, convosco e vossos fiéis «dobro os joelhos diante do Pai, de quem recebe o nome toda paternidade no céu e na terra, [para] que por sua graça, segundo a riqueza da sua glória, sejais robustecidos por meio do seu Espírito, quanto ao homem interior» (Ef 3, 14-16). Que em cada lar o pai e a mãe, intimamente robustecidos pela força do Espírito Santo, continuem unidos a ser a bênção de Deus na própria família, buscando a eternidade do seu amor nas fontes da graça confiadas à Igreja, que é «um povo unido pela unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo» (Lumen gentium, 4).
Mas, enquanto a Igreja compara a família humana com a vida da Santíssima Trindade – primeira unidade de vida na pluralidade das pessoas – e não se cansa de ensinar que a família tem o seu fundamento no matrimônio e no plano de Deus, a consciência difusa no mundo secularizado vive na incerteza mais profunda a tal respeito, especialmente desde que as sociedades ocidentais legalizaram o divórcio. O único fundamento reconhecido parece ser o sentimento ou a subjetividade individual que exprime-se na vontade de conviver. Nesta situação, diminui o número de matrimônios, porque ninguém compromete a vida sobre uma premissa tão frágil e inconstante, crescem as uniões de fato e aumentam os divórcios. Sobre esta fragilidade, consuma-se o drama de tantas crianças privadas de apoio dos pais, vítimas do mal-estar e do abandono e expande-se a desordem social.
A Igreja não pode ficar indiferente diante da separação dos cônjuges e do divórcio, diante da ruína dos lares e das conseqüências criadas pelo divórcio nos filhos. Estes, para ser instruídos e educados, precisam de referências extremamente precisas e concretas, isto é, de pais determinados e certos que de modo diverso concorrem para a sua educação. Ora é este princípio que a prática do divórcio está minando e comprometendo com a chamada família alargada e móvel, que multiplica os «pais» e as «mães» e faz com que hoje a maioria dos que se sentem «órfãos» não sejam filhos sem pais, mas filhos que os têm em excesso. Esta situação, com as inevitáveis interferências e cruzamento de relações, não pode deixar de gerar conflitos e confusões internas contribuindo para criar e gravar nos filhos uma tipologia alterada de família, assimilável de algum modo à própria convivência por causa da sua precariedade.
É firme convicção da Igreja que os problemas atuais, que encontram os casais e debilitam a sua união, têm a sua verdadeira solução num regresso à solidez da família cristã, lugar de confiança mútua, de dom recíproco, de respeito da liberdade e de educação para a vida social. É importante recordar que, «pela sua própria natureza, o amor dos esposos exige a unidade e a indissolubilidade da sua comunidade de pessoas, a qual engloba toda a sua vida» (Catecismo da Igreja Católica, 1644). De fato, Jesus disse claramente: «O que Deus uniu, o homem não separe» (Mc 10, 9), e acrescenta: «Quem despede a sua mulher e se casa com outra, comete adultério contra a primeira. E se uma mulher despede o seu marido e se casa com outro, comete adultério também» (Mc 10, 11-12). Com toda a compreensão que a Igreja possa sentir face a tais situações, não existem casais de segunda união, como os há de primeira; aquela é uma situação irregular e perigosa, que é necessário resolver, na fidelidade a Cristo, encontrando com a ajuda de um sacerdote um caminho possível para pôr a salvo quantos nela estão implicados.
Para ajudar as famílias, vos exorto a propor-lhes, com convicção, as virtudes da Sagrada Família: a oração, pedra angular de todo lar fiel à sua própria identidade e missão; a laboriosidade, eixo de todo matrimônio maduro e responsável; o silêncio, cimento de toda a atividade livre e eficaz. Desse modo, encorajo os vossos sacerdotes e os centros pastorais das vossas dioceses a acompanhar as famílias, para que não sejam iludidas e seduzidas por certos estilos de vida relativistas, que as produções cinematográficas e televisivas e outros meios de informação promovem.Tenho confiança no testemunho daqueles lares que tiram as suas energias do sacramento do matrimônio; com elas torna-se possível superar a prova que sobrevém, saber perdoar uma ofensa, acolher um filho que sofre, iluminar a vida do outro, mesmo fraco ou diminuído, mediante a beleza do amor. É a partir de tais famílias que se há de restabelecer o tecido da sociedade.
Estes são, caríssimos Irmãos, alguns pensamentos que deixo-vos ao concluirdes a vossa visita ad Limina, rica de notícias consoladoras mas também carregada de trepidação pela fisionomia que no futuro possa adquirir a vossa amada Nação. Trabalhai com inteligência e com zelo; não poupeis fadigas na preparação de comunidades ativas e cientes da própria fé. Nestas se consolidará a fisionomia da população nordestina segundo o exemplo da Sagrada Família de Nazaré. Tais são os meus votos que corroboro com a Bênção Apostólica que concedo a todos vós, extensiva às famílias cristãs e diversas comunidades eclesiais com seus pastores e todos os fiéis das vossas diletas dioceses.
Ao primeiro grupo de bispos brasileiros, o Papa reforçou a hermenêutica da continuidade (Discurso ao Grupo I) para uma devida visã sobre o Vaticano II, ao segundo grupo agora, o Papa enfatiza a diferença entre o sacerdócio ministerial e o sacerdócio comum que se entende a identidade específica dos fiéis ordenados e leigos (Discurso ao grupo II).
Como o apóstolo Paulo nos primórdios da Igreja, viestes, amados Pastores das províncias eclesiásticas de Olinda e Recife, Paraíba, Maceió e Natal, visitar Pedro (cf. Gal 1, 18). Acolho e saúdo com afeto cada um de vós, a começar por Dom Antônio, Arcebispo de Maceió, a quem agradeço os sentimentos que manifestou em nome de todos fazendo-se intérprete também das alegrias, dificuldades e esperanças do povo de Deus peregrino no Regional Nordeste 2 [dois]. Na pessoa de cada um de vós, abraço os presbíteros e os fiéis das vossas comunidades diocesanas.
Nos seus fiéis e nos seus ministros, a Igreja é sobre a Terra a comunidade sacerdotal organicamente estruturada como Corpo de Cristo, para desempenhar eficazmente, unida à sua Cabeça, a sua missão histórica de salvação. Assim no-lo ensina São Paulo: «Vós sois Corpo de Cristo e seus membros, cada um na parte que lhe toca» (1 Cor 12, 27). Com efeito, os membros não têm todos a mesma função: é isto que constitui a beleza e a vida do corpo (cf. 1 Cor 12, 14-17). É na diversidade essencial entre sacerdócio ministerial e sacerdócio comum que se entende a identidade específica dos fiéis ordenados e leigos. Por essa razão é necessário evitar a secularização dos sacerdotes e a clericalização dos leigos. Nessa perspectiva, portanto, os fiéis leigos devem empenhar-se em exprimir na realidade, inclusive através do empenho político, a visão antropológica cristã e a doutrina social da Igreja. Diversamente, os sacerdotes devem permanecer afastados de um engajamento pessoal na política, a fim de favorecerem a unidade e a comunhão de todos os fiéis e assim poderem ser uma referência para todos. É importante fazer crescer esta consciência nos sacerdotes, religiosos e fiéis leigos, encorajando e vigiando para que cada um possa sentir-se motivado a agir segundo o seu próprio estado.
O aprofundamento harmônico, correto e claro da relação entre sacerdócio comum e ministerial constitui atualmente um dos pontos mais delicados do ser e da vida da Igreja. É que o número exíguo de presbíteros poderia levar as comunidades a resignarem-se a esta carência, talvez consolando-se com o fato de a mesma evidenciar melhor o papel dos fiéis leigos. Mas, não é a falta de presbíteros que justifica uma participação mais ativa e numerosa dos leigos. Na realidade, quanto mais os fiéis se tornam conscientes das suas responsabilidades na Igreja, tanto mais sobressaem a identidade específica e o papel insubstituível do sacerdote como pastor do conjunto da comunidade, como testemunha da autenticidade da fé e dispensador, em nome de Cristo-Cabeça, dos mistérios da salvação.
Sabemos que «a missão de salvação, confiada pelo Pai a seu Filho encarnado, é confiada aos Apóstolos e, por eles, aos seus sucessores; eles recebem o Espírito de Jesus para agirem em seu nome e na sua pessoa. Assim, o ministro ordenado é o laço sacramental que une a ação litúrgica àquilo que disseram e fizeram os Apóstolos e, por eles, ao que disse e fez o próprio Cristo, fonte e fundamento dos sacramentos» (Catecismo da Igreja Católica, n. 1120). Por isso, a função do presbítero é essencial e insubstituível para o anúncio da Palavra e a celebração dos Sacramentos, sobretudo da Eucaristia, memorial do Sacrifício supremo de Cristo, que dá o seu Corpo e o seu Sangue. Por isso urge pedir ao Senhor que envie operários à sua Messe; além disso, é preciso que os sacerdotes manifestem a alegria da fidelidade à própria identidade com o entusiasmo da missão.
Amados Irmãos, tenho a certeza de que, na vossa solicitude pastoral e na vossa prudência, procurais com particular atenção assegurar às comunidades das vossas dioceses a presença de um ministro ordenado. Na situação atual em que muitos de vós sois obrigados a organizar a vida eclesial com poucos presbíteros, é importante evitar que uma tal situação seja considerada normal ou típica do futuro. Como lembrei ao primeiro grupo de Bispos brasileiros na semana passada, deveis concentrar esforços para despertar novas vocações sacerdotais e encontrar os pastores indispensáveis às vossas dioceses, ajudando-vos mutuamente para que todos disponham de presbíteros melhor formados e mais numerosos para sustentar a vida de fé e a missão apostólica dos fiéis.
Por outro lado, também aqueles que receberam as Ordens sacras são chamados a viver com coerência e em plenitude a graça e os compromissos do batismo, isto é, a oferecerem-se a si mesmos e toda sua vida em união com a oblação de Cristo. A celebração quotidiana do Sacrifício do Altar e a oração diária da Liturgia das Horas devem ser sempre acompanhadas pelo testemunho de toda existência que se faz dom a Deus e aos outros e torna-se assim orientação para os fiéis.
Ao longo dos meses que estão decorrendo, a Igreja tem diante dos olhos o exemplo do Santo Cura d’Ars, que convidava os fiéis a unirem suas vidas ao Sacrifício de Cristo e oferecia-se a si mesmo, exclamando: «Como faz bem um padre oferecer-se em sacrifício a Deus todas as manhãs!» (Le Curé d’Ars. Sa pensée – son cœur, coord. Bernard Nodet, 1966, pág. 104). Ele continua sendo um modelo atual para os vossos presbíteros, expressamente na vivência do celibato como exigência do dom total de si mesmos, expressão daquela caridade pastoral que o Concílio Vaticano II [segundo] apresenta como centro unificador do ser e do agir sacerdotal. Quase contemporaneamente vivia no vosso amado Brasil, em São Paulo, Frei Antônio de Sant’Anna Galvão, que tive a alegria de canonizar a 11 [onze] de maio de 2007 [dois mil e sete]: também ele deixou um «testemunho de fervoroso adorador da Eucaristia (…), [vivendo] em laus perene, em atitude constante de oração» (Homilia na sua canonização, n. 2). Deste modo ambos procuraram imitar Jesus Cristo, fazendo-se cada um deles não só sacerdote, mas também vítima e oblação como Jesus.
Amados Irmãos no Episcopado, já se manifestam numerosos sinais de esperança para o futuro das vossas Igrejas particulares, um futuro que Deus está preparando através do zelo e da fidelidade com que exerceis o vosso ministério episcopal. Quero certificar-vos do meu apoio fraterno ao mesmo tempo que peço as vossas orações para que me seja concedido confirmar a todos na fé apostólica (cf. Lc 22, 32). A bem-aventurada Virgem Maria interceda por todo o povo de Deus no Brasil, para que pastores e fiéis possam, com coragem e alegria, «anunciar abertamente o mistério do Evangelho» (cf. Ef 6, 19). Com esta oração, concedo a minha Bênção Apostólica a vós, aos presbíteros e a todos os fiéis das vossas dioceses: «A paz esteja com todos vós que estais em Cristo» (1 Ped 5, 14).
BOAS FRASES DE NELSON RODRIGUES que viu o que a CNBB e a TL não querem ver até hoje
"D. Helder só olha o céu para saber se leva ou não o guarda-chuva."
"O tempo das passeatas acabou, mas o padre de passeata continua, inexpugnável no seu terno da Ducal e vibrando, como um estandarte, um Cristo também de passeata."
"Estou imaginando se, um dia, Jesus baixasse à Terra. Vejo Cristo caminhando pela rua do Ouvidor. De passagem, põe uma moeda no pires de um ceguinho. Finalmente, na esquina a Avenida, Jesus vê D. Helder. Corre para ele; estende-lhe a mão. D. Helder responde: 'Não tenho trocado!'. E passa adiante."
"Os padres querem casar. Mas quem trai um celibato de 2 mil anos há de trair um casamento em quinze dias."
"Os padres exigem o fim do celibato. Portanto, odeiam a castidade. Imaginem um movimento de meretrizes a favor da castidade. Pois tal movimento não me espantaria mais do que o motim dos padres contra a própria."
"O padre de passeata é hoje, uma ordem tão definida, tão caracterizada como a dos beneditinos, dos franciscanos, dos dominicanos e qualquer outra. E está a serviço do ódio."
"A Igreja está ameaçada pelos padres de passeata, pelas freiras de minissaia e pelos cristãos sem Cristo. Hoje, qualquer coroinha contesta o Papa."
"A solidão começou para o verdadeiro católico. Tomem nota: ainda seremos o maior povo ex-católico do mundo."
"Diz o dr. Alceu que a Revolução Russa é 'o maior acontecimento do século'. Como se engana o velho mestre! O 'maior acontecimento do século' é o fracasso dessa mesma revolução.
"Sou contra a pílula, e ainda mais contra a ciência que a inventou; a saúde pública que a permite; e o amor que a toma."
"Outro dia ouvi um pai dizer, radiante: 'Eu vi pílulas anticoncepcionais na bolsa da minha filha de doze anos!'. Estava satisfeito, com o olho rútilo. Veja você que paspalhão!"
"Havia, aqui, por toda parte, 'amantes espirituais de Stalin'. Eram jornalistas, intelectuais, poetas, romancistas. Outros punham nas paredes retratos de Stalin. Era uma pederastia idealizada, utópica e fotográfica."
"Tão parecidos, Stalin e Hitler, tão gêmeos, tão construídos de ódio. Ninguém mais Stalin do que Hitler, ninguém mais Hitler do que Stalin."
"A Rússia, a China e Cuba são nações que assassinaram todas as liberdades, todos os direitos humanos, que desumanizaram o homem e o transformaram no anti-homem, na antipessoa. A história socialista é um gigantesco mural de sangue e excremento."
"Marx roubou-nos a vida eterna, a minha e a do Otto Lara Resende. Pois exigimos que ele nos devolva a nossa alma imortal."
"No Brasil, o marxismo adquiriu uma forma difusa, volatizada, atmosférica. É-se marxista sem estudar, sem pensar, sem ler, sem escrever, apenas respirando."
"Hoje, o não-marxista sente-se marginalizado, uma espécie de leproso político, ideológico, cultural etc etc. Só um herói, ou um santo, ou um louco, ousaria confessar publicamente: 'Meus senhores e minhas senhoras, eu não sou marxista, nunca fui marxista. E mais: considero os marxistas de minhas relações uns débeis mentais de babar na gravata'."
"Ah, os nossos libertários! Bem os conheço, bem os conheço. Querem a própria liberdade! A dos outros, não. Que se dane a liberdade alheia. Berram contra todos os regimes de força, mas cada qual tem no bolso a sua ditadura."
"Com o tempo e o uso, todas as palavras se degradam. Por exemplo: liberdade. Outrora nobilíssima, passou por todas as objeções. Os regimes mais canalhas nascem e prosperam em nome da liberdade."
"Eu amo a juventude como tal. O que eu abomino é o jovem idiota, o jovem inepto, que escreve nas paredes 'É proibido proibir' e carrega cartazes de Lenin, Mao, Guevara e Fidel, autores de proibições mais brutais."
"Ainda ontem dizia o Otto Lara Resende: 'O cinema é uma maneira fácil de ser intelectual sem ler e sem pensar'. Mas não só o cinema dá uma carteirinha de intelectual profundo. Também o socialismo. Sim, o socialismo é outra maneira facílima de ser intelectual sem ligar duas idéias.”
"Qualquer indivíduo é mais importante que toda a Via Láctea."
"Outrora, os melhores pensavam pelos idiotas; hoje, os idiotas pensam pelos melhores. Criou-se uma situação realmente trágica: ou o sujeito se submete ao idiota ou o idiota o extermina."
"Antigamente, o silêncio era dos imbecis; hoje, são os melhores que emudecem. O grito, a ênfase, o gesto, o punho cerrado, estão com os idiotas de ambos os sexos."
"Quando os amigos deixam de jantar com os amigos [por causa da ideologia], é porque o país está maduro para a carnificina."
"Na velha Rússia, dizia um possesso dostoievskiano: 'Se Deus não existe tudo é permitido'. Hoje, a coisa não se coloca em termos sobrenaturais. Não mais. Tudo agora é permitido se houver uma ideologia."
"Considero o filho único um monstro de circo de cavalinhos, um mártir, mártir do pai, mártir da mãe e mártir dessas circunstâncias. As famílias numerosas são muito mais normais, mais inteligentes e mais felizes."
"As feministas querem reduzir a mulher a um macho mal-acabado."
"Não há ninguém mais bobo do que um esquerdista sincero. Ele não sabe nada. Apenas aceita o que meia dúzia de imbecis lhe dão para dizer."
"No Brasil, só se é intelectual, artista, cineasta, arquiteto, ciclista ou mata-mosquito com a aquiescência, com o aval das esquerdas."
"Outrora, o remador de Ben-Hur era um escravo, mas furioso. Remava as 24 horas por dia, porque não havia outro remédio e por causa das chicotadas. Mas, se pudesse, botaria formicida no café dos tiranos. Em nosso tempo, o socialismo inventou outra forma de escravidão: a escravidão consentida e até agradecida."