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terça-feira, 23 de março de 2010

BRASÃO EPISCOPAL DE DOM ADRIANO HYPÓLITO, EX-BISPO DE NOVA IGUAÇU


Brasão episcopal de D. Adriano Hypólito, ex-bispo de Nova Iguaçu

Nova Iguaçu é um dos redutos dos bandidos da Teologia da Libertação.
Um dos principais difusores do evangelho comunista de Karl Marx foi D. Adriano Hypólito, ex-bispo de Nova Iguaçu, falecido nos anos 90, e cultuado como "profeta" por padres e fiéis.

Reparem no emblema central de seu brasão episcopal e
no lema abaixo do brasão:
"Mitte, Domine, operarios" (Enviai, Senhor, operários).
Que tipo de operários pensava D. Adriano?

Fonte: Adversus Haereses

sábado, 21 de novembro de 2009

O MARXISMO É ANTICRISTÃO, ABSURDO E INCOERENTE.

pe. Fernando Bastos de Ávila, SJ[*]

A filosofia marxista é o materialismo dialético. Segundo Marx, a matéria evolui dialeticamente, isto é, pela superação de sucessivas contradições ou tensões, passando de uma tese para uma antítese e desta para a síntese. (...) Este processo evolutivo é uma lei imanente do cosmos, que preside suas transformações desde a matéria primitiva, origem de tudo que existe, até a sociedade comunista perfeita, que é o vértice para o qual caminha toda a história e que dá sentido a toda a evolução cósmica. A filosofia marxista é assim uma cosmovisão (Weltanschuung).

O comunismo é, portanto, uma filosofia do cosmos, uma filosofia do homem e uma filosofia da história. Para ele, a origem do cosmos é a matéria. Qualquer indagação sobre a origem desta matéria não tem, para ele, valor científico, porque procuraria algo além do cosmos. A origem do homem é a própria evolução da matéria, passando dialeticamente de formas imperfeitas a formas sempre mais perfeitas. Este homem, mero resultado da evolução da matéria, não tem nenhuma razão de ser, nenhum destino além do cosmos material. Emergindo da matéria, ele volta à matéria, e, quando seu corpo se desintegra, nada mais resta da pessoa humana. O único sentido de sua vida é inserir-se na evolução, na história, e preparar o advento da sociedade futura. Como filosofia da história, enfim, o marxismo a explica como uma marcha segundo uma lei imanente, intrínseca ao próximo processo histórico, pela qual a humanidade se encaminha, determinadamente, para a sociedade comunista. Esta marcha haverá de se realizar através das três etapas da tese, antítese e síntese.

(...)

Por várias razões, um cristão não pode aceitar a filosofia comunista. Primeiro, porque o marxismo é ateu: nega a existência de Deus. Para o comunismo, a origem de tudo é a matéria e tudo se explica pela evolução dialética da matéria. Para ele, Deus é uma criação da alienação religiosa. O homem miserável pela alienação econômica cria a idéia de um ser bom e poderoso a quem possa implorar socorro para a sua miséria. Depois projeta esta idéia fora de si, a objetiva, a personifica e assim cria-se um Deus. Enquanto o homem continuar persuadido da existência de Deus, enquanto não se der conta de que Deus é uma criação de sua miséria, não se decidirá à luta, porque continuará a esperar o auxílio do alto. A religião é o ópio do povo, porque o mantém entorpecido com essas falsas idéias e o impede de descobrir a causa real de sua miséria, e o sentido da história.

(...)

A segunda razão da incompatibilidade do cristianismo com o marxismo reside no fato de que o materialismo comunista é um relativismo moral.

Não existe para ele uma moral absoluta, isto é, princípios morais válidos para todos os tempos. Para o comunismo, só existem princípios relativos a certa fase do processo evolutivo. O que era verdade na fase capitalista não será mais na fase comunista. Um conjunto de idéias e de princípios não tem valor em si, mas enquanto servem de clima, de superestrutura, para permitir que determinada fase histórica desempenhe sua função histórica. Assim, durante o capitalismo, cria-se um direito natural de propriedade. Essas idéias, porém, não tinham valor em si. Eram válidas para a fase capitalista, porque sem elas o capitalismo não poderia funcionar.

O único princípio válido para o comunista é que o fim justifica os meios. Ele considera moralmente bom tudo aquilo que favorece a vitória do partido. (...)

O materialismo dialético não é apenas inaceitável para um cristão. É inaceitável por qualquer pessoa que repudia uma interpretação absurda e incoerente do mundo e da história.

O materialismo dialético é absurdo. Segundo ele, o fenômeno pensamento, consciência, só aparece para o homem, e o homem é um fruto tardio do processo evolutivo. Antes do homem aparecer, e com ele o pensamento, a matéria evoluiu dialeticamente, desde sua forma primitiva até suas formas mais perfeitas. Seguiu assim um roteiro admiravelmente convergente, admiravelmente ordenado, superando dialeticamente formas menos perfeitas até chegar ao homem. É este o sentido do princípio marxista de que a existência é anterior à consciência. (...)

Assim, o materialismo dialético nos obriga a aceitar o absurdo de um movimento evolutivo admiravelmente bem pensado, anterior a todo o pensamento.

O materialismo dialético é incoerente. Se a história também evolui dialeticamente, passando de uma tese para uma antítese, e para uma síntese, por que a sociedade comunista será a síntese final da história humana? Por que, por sua vez, aplicando o próprio princípio dialético, ela não será tese para uma nova antítese e uma nova síntese? Ou o comunismo admite que a história humana terá fim, ou não admite. Se a história terá um fim, por que todas as gerações deverão sacrificar-se em favor daqueles que terão a felicidade de vir no fim? Não existe nenhuma proporção entre o imenso esforço cósmico e o imenso esforço evolutivo de toda a humanidade, de todos os tempos, e a felicidade de uma privilegiada geração final. Se a história não terá um fim, por que a síntese comunista não será por sua vez superada pelo processo dialético?

A esta última objeção, os comunistas respondem dizendo que a sociedade comunista, como sociedade perfeita, não terá tensões internas, e assim não sofrerá a ruptura de suas estruturas, que permitiria a emergência de uma nova forma de sociedade. Tal resposta desconhece a totalmente a psicologia humana, que desejará sempre formas mais perfeitas. Em todo o caso, para não raciocinar sobre um futuro vago e ignoto, a experiência comunista mais longa, a da URSS, não parece confirmar a previsão de que a sociedade comunista absorverá todas as divisões e todas as tensões. A crer em autores comunistas, na própria URSS, tendem a aparecer novas classes entre as quais se esboçam novas tensões.

Ávila, Fernado Bastos de. Solidarismo, Rio de Janeiro, Agir, 1965, p. 100 e 108-112.



[*] Membro atual da cadeira 15 da Academia Brasileira de Letras, foi eleito em 14 de agosto de 1997, sucedendo a Dom Marcos Barbosa e havendo tomado posse em 12 de novembro de 1997.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

ALFINETES DE NELSON RODRIGUES


BOAS FRASES DE NELSON RODRIGUES
que viu o que a CNBB e a TL não querem ver até hoje

"D. Helder só olha o céu para saber se leva ou não o guarda-chuva."

"O tempo das passeatas acabou, mas o padre de passeata continua, inexpugnável no seu terno da Ducal e vibrando, como um estandarte, um Cristo também de passeata."

"Estou imaginando se, um dia, Jesus baixasse à Terra. Vejo Cristo caminhando pela rua do Ouvidor. De passagem, põe uma moeda no pires de um ceguinho. Finalmente, na esquina a Avenida, Jesus vê D. Helder. Corre para ele; estende-lhe a mão. D. Helder responde: 'Não tenho trocado!'. E passa adiante."

"Os padres querem casar. Mas quem trai um celibato de 2 mil anos há de trair um casamento em quinze dias."

"Os padres exigem o fim do celibato. Portanto, odeiam a castidade. Imaginem um movimento de meretrizes a favor da castidade. Pois tal movimento não me espantaria mais do que o motim dos padres contra a própria."

"O padre de passeata é hoje, uma ordem tão definida, tão caracterizada como a dos beneditinos, dos franciscanos, dos dominicanos e qualquer outra. E está a serviço do ódio."

"A Igreja está ameaçada pelos padres de passeata, pelas freiras de minissaia e pelos cristãos sem Cristo. Hoje, qualquer coroinha contesta o Papa."

"A solidão começou para o verdadeiro católico. Tomem nota: ainda seremos o maior povo ex-católico do mundo."

"Diz o dr. Alceu que a Revolução Russa é 'o maior acontecimento do século'. Como se engana o velho mestre! O 'maior acontecimento do século' é o fracasso dessa mesma revolução.

"Sou contra a pílula, e ainda mais contra a ciência que a inventou; a saúde pública que a permite; e o amor que a toma."

"Outro dia ouvi um pai dizer, radiante: 'Eu vi pílulas anticoncepcionais na bolsa da minha filha de doze anos!'. Estava satisfeito, com o olho rútilo. Veja você que paspalhão!"

"Havia, aqui, por toda parte, 'amantes espirituais de Stalin'. Eram jornalistas, intelectuais, poetas, romancistas. Outros punham nas paredes retratos de Stalin. Era uma pederastia idealizada, utópica e fotográfica."

"Tão parecidos, Stalin e Hitler, tão gêmeos, tão construídos de ódio. Ninguém mais Stalin do que Hitler, ninguém mais Hitler do que Stalin."

"A Rússia, a China e Cuba são nações que assassinaram todas as liberdades, todos os direitos humanos, que desumanizaram o homem e o transformaram no anti-homem, na antipessoa. A história socialista é um gigantesco mural de sangue e excremento."

"Marx roubou-nos a vida eterna, a minha e a do Otto Lara Resende. Pois exigimos que ele nos devolva a nossa alma imortal."

"No Brasil, o marxismo adquiriu uma forma difusa, volatizada, atmosférica. É-se marxista sem estudar, sem pensar, sem ler, sem escrever, apenas respirando."

"Hoje, o não-marxista sente-se marginalizado, uma espécie de leproso político, ideológico, cultural etc etc. Só um herói, ou um santo, ou um louco, ousaria confessar publicamente: 'Meus senhores e minhas senhoras, eu não sou marxista, nunca fui marxista. E mais: considero os marxistas de minhas relações uns débeis mentais de babar na gravata'."

"Ah, os nossos libertários! Bem os conheço, bem os conheço. Querem a própria liberdade! A dos outros, não. Que se dane a liberdade alheia. Berram contra todos os regimes de força, mas cada qual tem no bolso a sua ditadura."

"Com o tempo e o uso, todas as palavras se degradam. Por exemplo: liberdade. Outrora nobilíssima, passou por todas as objeções. Os regimes mais canalhas nascem e prosperam em nome da liberdade."

"Eu amo a juventude como tal. O que eu abomino é o jovem idiota, o jovem inepto, que escreve nas paredes 'É proibido proibir' e carrega cartazes de Lenin, Mao, Guevara e Fidel, autores de proibições mais brutais."

"Ainda ontem dizia o Otto Lara Resende: 'O cinema é uma maneira fácil de ser intelectual sem ler e sem pensar'. Mas não só o cinema dá uma carteirinha de intelectual profundo. Também o socialismo. Sim, o socialismo é outra maneira facílima de ser intelectual sem ligar duas idéias.”

"Qualquer indivíduo é mais importante que toda a Via Láctea."

"Outrora, os melhores pensavam pelos idiotas; hoje, os idiotas pensam pelos melhores. Criou-se uma situação realmente trágica: ou o sujeito se submete ao idiota ou o idiota o extermina."

"Antigamente, o silêncio era dos imbecis; hoje, são os melhores que emudecem. O grito, a ênfase, o gesto, o punho cerrado, estão com os idiotas de ambos os sexos."

"Quando os amigos deixam de jantar com os amigos [por causa da ideologia], é porque o país está maduro para a carnificina."

"Na velha Rússia, dizia um possesso dostoievskiano: 'Se Deus não existe tudo é permitido'. Hoje, a coisa não se coloca em termos sobrenaturais. Não mais. Tudo agora é permitido se houver uma ideologia."

"Considero o filho único um monstro de circo de cavalinhos, um mártir, mártir do pai, mártir da mãe e mártir dessas circunstâncias. As famílias numerosas são muito mais normais, mais inteligentes e mais felizes."

"As feministas querem reduzir a mulher a um macho mal-acabado."

"Não há ninguém mais bobo do que um esquerdista sincero. Ele não sabe nada. Apenas aceita o que meia dúzia de imbecis lhe dão para dizer."

"No Brasil, só se é intelectual, artista, cineasta, arquiteto, ciclista ou mata-mosquito com a aquiescência, com o aval das esquerdas."

"Outrora, o remador de Ben-Hur era um escravo, mas furioso. Remava as 24 horas por dia, porque não havia outro remédio e por causa das chicotadas. Mas, se pudesse, botaria formicida no café dos tiranos. Em nosso tempo, o socialismo inventou outra forma de escravidão: a escravidão consentida e até agradecida."

Fonte:
Adversus Haereses