sábado, 28 de junho de 2014

A impressionante cara de pau de Braz de Aviz

Tenha a santa paciência!
Comecei a crer que a expressão "esquerda caviar", usada na política brasileira para designar os marxistas que afirmam lutar pelos pobres, mas que nunca deixam a vida privilegiada da classe média-alta, é aplicável também aos clérigos. E por que não seria, não é mesmo? Temos hoje uma "esquerda caviar de sacristia", que se pinta de humilde, mas que não deixa seus luxos, que se faz de pastor, mas é a primeira a cravar os dentes na jugular da ovelha.

Eis que para espanto geral da nação o cardeal Braz de Aviz lança um livro intitulado "Dalle periferie del mondo al Vaticano" (Das Periferias do mundo ao Vaticano).

É evidente que não li o livro, que se propõe biográfico e reflexivo ao mesmo tempo, mas li algumas linhas do entrevistador e co-autor Michele Zanzucchi. Na entrevista de Zanzucchi, é possível ver que o livro busca aproximar Braz de Aviz de Francisco, a começar pela capa que além do título sugestivo, baseado na expressão "periferia do mundo" muito usada por Francisco, traz o cardeal brasileiro com uma cruz peitoral de madeira e um vago olhar de piedade. Sem dúvida muito franciscano.

O livro também busca distanciar Braz de Aviz de Bento XVI, afirma Zanzucchi que o cardeal Brasileiro, no ano e meio que trabalhou junto ao papa alemão, só o viu duas vezes e que com Francisco a proximidade é muito maior. Afirma também que a investigação contras as freiras tresloucadas dos EUA estava longe do Papa (Bento XVI), dando a entender que Ratzinger não sabia o que estava acontecendo. Mas logo diz que com Francisco há uma colaboração maior, com o Papa pedindo ajuda o tempo todo aos seus cardeais.

Pela entrevista, pelo título do livro e pela sua capa, embora não o tenha lido, posso dizer que a peça é de um oportunismo exemplar! Zanzucchi tenta transformar o cardeal brasileiro numa espécie de sucessor natural de Francisco, afirmando que Braz de Aviz:  [é] um homem do povo, que está no meio do povo, nascido da comunidade, que vive na comunidade, que vive como um pastor em meio ao rebanho. Mesmo como cardeal é assim, e tem uma ligação especial com o papa.

Analisando o histórico biográfico do prelado, vemos que nunca viveu nas "periferias" do mundo, nem passou privações. É nativo do Paraná, um dos melhores estados pra se viver, e desde os 11 anos frequentou o seminário - o que lhe garantiu não só boa educação, mas comida na mesa todos os dias e roupas limpas. 

Estudou Filosofia na cidade de Curitiba no Seminário Maior Rainha dos Apóstolos e na cidade de Palmas, interior do Paraná. Concluída a Filosofia seguiu para Roma onde cursou a faculdade de Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana. Retornando ao Brasil foi ordenado padre por Dom Romeu Alberti na Catedral de Apucarana aos 26 de novembro de 1972. Durante seu sacerdócio exerceu alguns encargos pastorais: pároco de algumas paróquias; diretor espiritual e reitor do Seminário Maior de Apucarana(em 1984 e 1985) e de Londrina (em 1986 a 1988); diretor espiritual do Seminário do Ipiranga, em São Paulo; foi membro do Conselho de Presbíteros, do Colégio de Consultores e Coordenador geral de pastoral da Diocese de Apucarana. De 1989 a 1992 fez o doutorado em Teologia Dogmática na Pontifícia Universidade Lateranense em Roma. Nos anos de 1992 a 1994 foi reitor e professor de Teologia Dogmática no Instituto Paulo VI de Londrina e pároco da Catedral Nossa Senhora de Lourdes de Apucarana. (fonte)

Como se vê o cardeal nunca foi um padre de aldeia, um pároco de periferia ou favelas, nem mesmo missionário na amazônia. Pelo contrário, o agora cardeal ocupou basicamente cargos administrativos, sendo pároco apenas por 12 anos. Esse Braz de Aviz piedoso e próximo aos pobres só existe na ficção forçada de Zanzucchi. E se levamos o discurso do Papa Francisco a sério, devemos nos lembrar que o pontífice alertou aos novos bispos, em 2013, contra um modelo episcopal de “homens ambiciosos, esposos de uma Igreja à espera de outra mais bela, mais importante, mais rica". Braz de Aviz foi um bispo que claramente subiu na carreira, saindo de bispo auxiliar em Vitória, passando pela diocese de Ponta Grossa, pela Arquidiocese de Maringá, onde ficou apenas um ano, depois assumiu a Arquidiocese de Brasília antes de subir inesperada e inexplicavelmente para o Vaticano! É ou não é um exemplo de um "esposo de uma Igreja à espera de outra mais bela, mais importante, mais rica"? Zanzucchi tenta apresentar Braz de Aviz como próximo bispo de Roma.

Braz de Aviz não vem da "periferia do mundo", mas é um exemplo do bispo-príncipe que sempre trata a sua diocese como um feudo. Quem acompanhou seu episcopado em Brasília sabe do que ele é capaz quando é contrariado. Quando partiu para Roma vimos muitas demonstrações de alívio dos seus antigos diocesanos; entretanto é em Roma que o cardeal demonstrou a verdadeira face que nada se parece com a "pietá" da capa do livro de Zanzucchi.

Em Roma, Braz de Aviz participa do processo amais aviltante contra uma congregação realmente pobre, verdadeiramente humilde e que transpira o odor da ovelha de fato. Contra os Franciscanos da Imaculada o "piedoso" Braz de Aviz lançou toda a sua virulência. 

É algo típico da esquerda caviar, seja ela política ou eclesial, se disfarçar de algo que não é e mentir descaradamente sobre a sua história pregressa e seus objetivos futuros, tudo camuflado por uma aura de piedade e bom mocismo politicamente correto. É no gabinete do político ou no escritório do cardeal que se vê como as coisas realmente são. E não são nada bonitas.

Fonte: Blogonicvs

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Bento XVI anuncia a decisão de deixar o cargo. Sede vacante a partir de 28 de fevereiro. Eleição do novo Papa em março

Eis as palavras com que Bento XVI anunciou a sua decisão:

Caríssimos Irmãos,

convoquei-vos para este Consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idóneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado. Por isso, bem consciente da gravidade deste acto, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20,00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.
Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus.

Vaticano, 10 de Fevereiro de 2013.

Fonte: RV

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Por que os sacerdotes devem estudar o latim

A importância de se reapropriar sem intermediações de uma herança cultural extraordinária e rica

Por que os sacerdotes
devem estudar o latim

Publicamos excertos de um dos relatórios apresentados durante o congresso organizado pelo Pontificium Istitutum Altioris Latinitatis na Pontifícia Universidade Salesiana, e dedicado ao cinquentenário da constituição apostólica Veterum sapientia.

A segunda metade do século XX marcou – e não só a nível eclesial - uma linha divisória na história do uso da língua latina. Em desuso desde há séculos como instrumento da comunicação erudita, resistiu na escola, como matéria de estudo nos programas educativos de nível secundário superior e na Igreja católica, Severino Boezio, «De consolatione philosophiae» (manuscrito do sécolo  xiv)em geral, como meio de expressão da liturgia e intermediária da transmissão dos conteúdos da fé e de um amplo património literário que vai da especulação teo-filosófica ao direito, da mística e da hagiografia aos tratados sobre as artes, música e as ciências exactas e naturais.

Todavia, com o tempo, pelo menos sob o perfil propagandista, a língua latina acabou por se tornar, em grande parte, apanágio cada vez mais característico da formação eclesial na Igreja católica, a ponto de levar a uma identificação espontânea, e às vezes imprópria, entre a Igreja romana e a entidade linguística latina, que nela encontrou nesta fase crítica, um vigor pelo menos aparente.

«Aparente» porque, se considerarmos a posteriori as circunstâncias hodiernas, tudo levaria a pensar que a voz do beato João XXIII, que interveio a 7 de Setembro de 1959 num congresso de cultores da língua latina, não só não tenha sido escutada mas que a questão do uso e até do próprio ensino da língua latina, inclusive no contexto eclesial, provavelmente já tivesse iniciado o caminho de uma redução radical. «Infelizmente há muitas pessoas, exageradamente seduzidas pelo extraordinário progresso das ciências, têm a presunção de recusar ou limitar o estudo do latim e de outras disciplinas deste género».

Contudo, não obstante as dificuldades, verifica-se hoje entre os sacerdotes a convicção de que a finalidade de relançar o latim seja aproximar uma civilização e medir os seus valores, interesses e significados, examinando os seus ensinamentos e fundamentos teóricos na perspectiva de uma compreensão crítica do presente. Trata-se de um sinal decididamente encorajador do mundo e da Igreja contemporânea, disposta a não observar a lição e o estudo do passado como um supérfluo ou retrógrado olhar inutilmente dirigido à recuperação de algo que já não existe, mas como reapropriação, directa e sem intermediações, de uma mensagem de extraordinária riqueza doutrinal, cultural e pedagógica, de uma herança intelectual muito vasta, fecunda e radicada para deixar pressupor qualquer corte das suas raízes.

No estado actual, parece improvável que se consiga fazer com que o sacerdote aprecie, ainda menos na fase inicial do seu percurso formativo, o valor do latim como lígua dotada de nobreza de estrutura e de léxico, capaz de promover um estilo conciso, rico, harmonioso, cheio de majestade e dignidade, que beneficia a clareza e a gravidade, apta a promover todas as formas de cultura, a humanitatis cultus, entre os povos.

É nesta recuperação de uma identidade cultural própria, nesta retomada a partir do fundo das motivações da própria presença da Igreja na sociedade que se configura a importância do latim no currículo escolar dos aspirantes ao sacerdócio, resgatando-a de todas as questões simplistas – além de incorrectas e redutivas – sobre a sua funcionalidade prática e reabilitando o seu papel de matéria amplamente formativa.

Nesta perspectiva Paulo VI, no Motu Proprio Studia latinitatis – com o qual instituiu no então Ateneu Salesiano o Pontifício Instituto Superior de Latinidade – reafirmava com determinação já no início do texto, o vínculo estreito entre o estudo da língua latina e a formação para o sacerdócio, confirmando o carácter de inelutabilidade de uma não exigua scientia do latim.

Celso Morga Iruzubieta
25 de Fevereiro de 2012

Fonte: L'Osservatore Romano

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

A primeira Dama

O arcebispo de Nova Iorque é, sem sombra de dúvida, o astro ascendente na emergente Igreja americana e no Colégio Cardinalício. Tornielli revela o diálogo restrito do Cardeal Timothy Dolan com o Santo Padre ao apresentar-lhe sua mãe, senhora Shirley Dolan, de 84 anos.

O cardeal brincalhão pediu ao Santo Padre que a nomeasse “primeira dama do Colégio Cardinalício”, ao que o Papa respondeu afirmando que a senhora Dolan parecia muito jovem para ser a mãe de um cardeal.

Sem perder tempo, a simpática senhora perguntou a Bento XVI: “Santo Padre, esta declaração é infalível?”

Fonte: Andrea Tornielli
Visto em: Oblatvs

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Papa Bento XVI recebe tiara de Católicos e Ortodoxos na audiência de hoje



At today's weekly general audience the Holy Father received a new tiara made for him and presented by Catholic and Orthodox Christians.

The tiara was commissioned by Dieter Philippi (http://www.dieter-philippi.de/), a German Catholic businessman who has a great devotion to the papacy as well as to the call to Christian unity.

The tiara was created in Sofia, Bulgaria by Orthodox Christians of the Liturgix studio (http://www.liturgix.com/).

Today a small delegation of Roman Catholics and Bulgarian Orthodox on pilgrimage in Rome had the honor to present the tiara to the Holy Father in the name of Christian unity.

Congratulations to Dieter and to all German Catholics and Bulgarian Orthodox involved with this wonderful project.

Ut Unum Sint!

(Images from l'Osservatore Romano).

Fonte: Orbis Catholicus Secundus

Resta saber se ele irá usá-la.

La tiara de Benedicto XVI


A muchos casi les da un infarto cuando vieron la tiara en el escudo de armas de Benedicto XVI (ver aquí y aquí), al punto que el desmentidor portavoz vaticano salió rápidamente a tranquilizarlos afirmando que nunca jamás ese escudo de armas volvería a aparecer, ¡imagínense lo que sucedería si alguna vez el Papa usa tiara!

Encargada por el empresario alemán Dieter Philippi, confeccionada por la firma Liturgix, fue obsequiada a Benedicto XVI al final de la audiencia general del pasado Miércoles, May-25-2011. Imágenes provistas por el propio Dieter Philippi en su sitio de internet.












Fonte: Secretum Meum Mihi

A história e a esperança... só esperança...

Così torna a splendere la gloriosa Tradizione della Chiesa Cattolica

Accipe thiaram tribus coronis ornatam…

di Gianluca Barile

“Accipe thiaram tribus coronis ornatam, et scias te esse Patrem Principum et Regum, Rectorem Orbis, in terra Vicarium Salvatoris Nostri Jesu Christi, cui est honor et gloria in sæcula sæculorum”. (“Ricevi la tiara ornata di tre corone, e sappi che tu sei il Padre dei Principi e dei Re, il Rettore del Mondo e il Vicario di Nostro Signore Gesù Cristo sulla terra, a cui solo è dovuto onore e gloria nei secoli dei secoli”). Era questa la formula che precedeva l’incoronazione del Papa con la Tiara (conosciuta anche come Triregno) fino al 1963. L’ultimo Pontefice ad indossare questo glorioso copricapo extraliturgico, infatti, fu Paolo VI, che poi ebbe l’idea di metterlo in vendita (fu acquistato dal Cardinale Francis Joseph Spellman, Arcivescovo di New York) per finanziare alcune missioni in Africa, facendolo così cadere praticamente in disuso. In molti si sono quindi strofinati gli occhi di piacevole meraviglia, provando una gioia infinita, quando, al termine dell’Udienza Generale di Mercoledì 25 Maggio 2011, Benedetto XVI ha ricevuto in dono, da un gruppo misto di cattolici e ortodossi fieramente legati alla Tradizione, una Tiara magari non eccellente sotto il profilo della fattura, ma dall’alto – altissimo – valore simbolico. Non siamo, e non possiamo essere, gli interpreti del pensiero del Santo Padre, ma ci piace immaginare che la sua decisione di accettare tale significativo omaggio, rientri nell’ermeneutica della continuità da egli praticata ed auspicata, rispetto al Concilio Vaticano II, sin dalla sua elevazione alla Cattedra di Pietro. Non solo con il Motu Proprio ‘Summorum Pontificum’, ma anche con l’esempio silenzioso eppure chiarissimo delle Liturgie papali, curate in maniera davvero celestiale ed impeccabile da Monsignor Guido Marini, abbiamo avuto modo di constatare come Benedetto XVI tenga in modo particolare a non far uscire la Chiesa dall’alveo della sua gloriosa e luminosa Tradizione Liturgica e Dottrinale. Le stravaganze al limite del folklore cui abbiamo assistito attoniti nel corso del precedente pontificato (certamente non per colpa di Giovanni Paolo II ma di chi era preposto alla cura delle Cerimonie Liturgiche), con l’attuale Papa sono state sostituite da un’impostazione più accurata delle funzioni, dall’uso di paramenti sacri più vicini alla tradizione romana, dall’abbandono della discutibile pratica di comunicare i fedeli nel palmo della mano, dal ripristino di amministrare la Comunione in ginocchio e sulla lingua. Negli ultimi mesi, inoltre, non è solo il Santo Padre che comunica in questo modo, ma vi si attengono tutti i sacerdoti che distribuiscono la Comunione ai fedeli nel corso delle Messe papali. Le celebrazioni nella Cappella Sistina, poi, si svolgono addirittura all’antico altare, senza ricorrere ad una mensa posticcia che, pur vietata dalle norme liturgiche, era stata adottata persino nel cuore della Cristianità. Assieme a tutto questo, la valorizzazione del latino e del canto gregoriano ha fatto riscoprire una dimensione del sacro che un cinquantennio di abusi e di innovazioni aveva fatto dimenticare ai più. Ma torniamo alla Tiara. Prima di Benedetto, anche Giovanni Paolo II aveva ricevuto nel 1981, da una delegazione di fedeli ungheresi, un Triregno, ma non l’ebbe mai a utilizzare, così come aveva deciso già dalla sua elezione. Sia chiaro: l’uso della Tiara non era stato abolito da Papa Montini, tanto che la Costituzione Apostolica Romano Pontifici Eligendo emanata dallo stesso Paolo VI nel 1975 prevedeva ancora il ricorso all’incoronazione durante le cerimonie per l’elezione del successore di Pietro, recitando che “il Pontefice sarà incoronato dal Cardinale Protodiacono e, entro un tempo conveniente, prenderà possesso della Patriarcale Arcibasilica Lateranense, secondo il rito prescritto”. Fu Giovanni Paolo I, nel 1978, a rifiutarsi di ricevere l’incoronazione, sostituendola con una più sobria Messa di solenne inizio del Ministero Petrino, pur non sopprimendo mai ufficialmente l’impiego della Tiara, che semplicemente non divenne più obbligatoria. Dopo la morte improvvisa di Giovanni Paolo I, Giovanni Paolo II, nella sua omelia d’insediamento, entrò nei dettagli e affermò: “L’ultimo incoronato è stato Papa Paolo VI nel 1963, il quale, però, dopo il solenne rito di incoronazione, non ha mai più usato il Triregno lasciando ai suoi Successori la libertà di decidere al riguardo. Il Papa Giovanni Paolo I, il cui ricordo è così vivo nei nostri cuori, non ha voluto il Triregno e oggi non lo vuole il suo Successore. Non è il tempo, infatti, di tornare ad un rito e a quello che, forse ingiustamente, è stato considerato come simbolo del potere temporale dei Papi. Il nostro tempo ci invita, ci spinge, ci obbliga a guardare il Signore e ad immergere in una umile e devota meditazione del mistero della suprema potestà dello stesso Cristo”. Tuttavia, neanche Giovanni Paolo II, come i suoi due ultimi predecessori, abolì la Tiara. Da Benedetto XII a Paolo VI, il principale utilizzo della Tiara papale circondata da tre corone, era connesso alla cerimonia di incoronazione, che si teneva nella Basilica di San Pietro dopo il Conclave e prima dell’intronizzazione nella Basilica di San Giovanni in Laterano. L’apice della cerimonia era contrassegnato dall’imposizione del Triregno sul capo del nuovo Pontefice mentre uno stoppino veniva bruciato davanti ai suoi occhi recitando la formula “sic transit gloria mundi” (“così passa la gloria terrena”). E’ vero, si tratta ormai di storia. Ma senza passato, non può esserci futuro. Il Papa lo sa bene, benissimo, ed è per questo che si sta spendendo senza lesinare energie perché la Tradizione della Chiesa non divenga solo un mero ricordo ma torni ad essere, come merita, un elemento sempre più attuale e vitale per il cattolicesimo.

Fonte: Tu es Petrus

sábado, 16 de abril de 2011

quarta-feira, 9 de março de 2011

Publicação de meu livro




Após um bom tempo sem escrever, venho anunciar a publicação de meu livro pela editora Unesp, sob o selo Cultura Acadêmica. O mesmo pode ser baixado de forma gratuita no seguinte endereço: http://www.culturaacademica.com.br/catalogo-detalhe.asp?ctl_id=140

SACRIFICIUM LAUDIS
A HERMENÊUTICA DA CONTINUIDADE DE BENTO XVI E O RETORNO DO CATOLICISMO TRADICIONAL (1969-2009)

ASSUNTO: História
AUTOR(ES): DIAS, JULIANO ALVES
ISBN: 9788579831249
PÁGINAS: 133
ANO: 2010



Nesta obra pretende-se estudar as duas formas rituais da liturgia romana, comparando-as e procurando entender os motivos do cisma, ao mesmo tempo em que se pretende abarcar as ações do atual pontífice e as reações no mundo católico e fora dele. Para tanto, usar-se-á como fonte o Missal tridentino de 1570 e o novo Ordo Missæ de Paulo VI de 1969, bem como os catecismos formulados após os Concílios de Trento (1545-1563) e o Vaticano II (1962-1965), tendo por objetivo comparar suas notificações sobre o culto católico e seu significado. Durante o processo de análise tem-se a intenção de vislumbrar o impacto das mudanças no seio da Igreja, pois constata-se uma espécie de endurecimento no final do pontificado de João Paulo II, com a promulgação de documentos litúrgicos que tendem a criar empecilhos para possíveis abusos durante a missa (Ecclesia de Eucharistia, 2003) - há a retomada e destaque do sentido sacrificial do culto católico e uma série de recomendações impostas pela Congregação do Culto Divino para celebração da missa (Redemptionis Sacramentum, 2004). Fato é que, quarenta anos após o mencionado Concílio Vaticano II e quase quatro décadas de utilização do novo rito da missa, é rara qualquer menção específica na historiografia recente da Igreja sobre o andamento de tal tema. A maioria dos livros de história da Igreja que traça um levantamento de fatos até o Vaticano II, apresentam-no como uma espécie de revolução interna da estrutura eclesiástica sem, contudo, aprofundar o tema ou mostrar as crises na Igreja decorrentes deste.