domingo, 10 de janeiro de 2010

EL CARDENAL CAÑIZARES CELEBRA LA SANTA MISA TRADICIONAL EN LA BASÍLICA DE SAN JUAN DE LETRÁN

Ayer por la tarde, en la Basílica de San Juan de Letrán de la ciudad de Roma, el Cardenal Cañizares LLovera, Prefecto de la Congregación para el Culto Divino y la Disciplina de los Sacramentos, celebró la Santa Misa conforme al Uso Extraordinario en el marco de la Conferencia de Clérigos con motivo del Año Sacerdotal.

Introíbo ad altáre Dei




Proclamación del Santo Evangelio


Ofertorio



Consagración


Sagrada Comunión

Bendición final

Fonte: Fraternidad de Cristo Sacerdote y Santa María Reina

Clergy Conference in Rome: Video of Solemn Pontifical Mass of Cardinal Canizares Llovera, Lateran Archbasilica [Updated]

John Sonnen thankfully captured some of the Mass of Cardinal Canizares in the Lateran in video format, providing us the opportunities to see some of the sights and sounds of the liturgy better. (I would also make note that the photos on the original post have just been updated with colour corrected versions.)



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UPDATE


More from John Sonnen:






Fonte: NLM

BENEDICTO XVI VISITA POR SORPRESA AL CARDENAL ETCHEGARAY EN EL POLICLÍNICO GEMELLI


Esta tarde (09-01-2010) y por espacio de media hora el Santo Padre ha visitado, por sorpresa, al Cardenal Roger Etchegaray que se encuentra hospitalizado en el Policlínico Gemelli como consecuencia del incidente ocurrido en la Misa de Nochebuena cuando una mujer saltando el recinto de seguridad se avalanzó sobre el Papa tirándolo al suelo. También el Cardenal Etchegaray sufrió las consecuencias del incidente, debiendo ser posteriormente intervenido quirúrgicamente.





Estatísticas do Papa em 2009

Mais de dois milhões e duzentos mil fiéis e peregrinos participaram de encontros públicos com o Santo Padre Bento XVI no Vaticano ou em Castel Gandolfo em 2009. Não estão incluídos as visitas às paróquias romanas e a outras dioceses italianas, como também não se contam aqui os milhões que se encontraram com o Papa nos Camarões e em Angola, na Terra Santa e na República Tcheca.

Audiências gerais: 537.500

Audiências especiais: 115.600

Celebrações litúrgicas: 470.800

Angelus: 1.120.000

Total: 2.243.900

Fonte: Santa Sé

Funeral de obispo: católicos desafiaron a las autoridades

Al menos 5.000 fieles participaron de los funerales de monseñor Leo Yao Liang, un prelado que no era reconocido por China al no pertencer a la iglesia oficial de ese país.

Al menos 5.000 fieles católicos chinos desafiaron la prohibición y el frío para participar hoy de los funerales de monseñor Leo Yao Liang, obispo coadjutor de Xiwanzi, donde murió el 30 de diciembre, informó el sitio de Asianews.

Monseñor Yao no era un opbipo reconocido por el gobierno chino, razón por la cual las autoridades le habían prohibido el uso de las insignias episcopales durante el rito en la iglesia, obligando a referirse al difunto prelado como “pastor” y no como “obispo”.

Sin embargo, según testigos, los fieles colocaron en el ataúd las insignias episcopales.

El cuerpo fue sepultado por sacerdotes de Xiwanzi. Para facilitar el recorrido del féretro desde la iglesia al cementerio, los fieles retiraron con palas la nieve que en gran cantidad cayó en estos días en la región.

Nacido en 1923, Yao pasó 26 años en prisión por no haber adherido a la Asociación Patriótica.

Fue designado obispo coadjutor clandestinamente en 2002; en 2006 fue detenido nuevamente, para ser liberado en 2009, luego de 30 meses de cárcel.

Fuente: ANSA

Visto em: Radio Cristiandad

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Mais vocações para comunidades tradicionais. Vocações femininas.



O blog New Liturgical Movement, via “Kansas Catholic”, nos trouxe belíssimas imagens da Investidura e dos primeiros votos das irmãs da Congregação “Beneditinas de Maria, Rainha dos Apóstolos” (Benedictines of Mary, Queen of Apostles).
As irmãs Beneditinas formam uma comunidade recente, fundada em 1995 (15 anos), através da proteção da produtiva Fraternidade Sacerdotal de São Pedro, na diocese de Scranton.
Em 2006, as irmãs são convidadas a atuar na diocese do Kansas, onde residem até hoje, pelo bispo Dom Robert W. Finn. Dom Finn agraciou a comunidade com um prédio provisório até que o grupo tenha condições financeiras de construir um convento num terreno doado por benfeitores e providenciou para que toda a situação canônica estivesse em ordem.
Em 2008 a comunidade era formada por 18 beneditinas. Hoje, há pelo menos mais 5 novas irmãs, em diferentes estágios da vida monástica e mais uma dúzia de pretendentes.
Qual é o fermento da comunidade? Bom, antes de responder é preciso destacar que, com a recente Visitação Apostólica em curso nos EUA, para investigar justamente a decadência dos conventos e mosteiros femininos, já estamos acostumados a ver os EUA como um deserto de vocações femininas. Segundo o cardeal Franc Rodé, encarregado pela visita, o que fez e faz as comunidades femininas minguarem nos EUA é a mentalidade mundana, secular e o feminismo que, por alguma fresta, entraram nas comunidades.
Então, as irmãs beneditinas luzem como um sinal vivo e autêntico de contradição. Enquanto as congregações tradicionais (incluindo outros ramos beneditinos) morrem e definham como um galho solto da arvore, as irmãs florescem e prosperam!

A resposta para o sucesso das irmãs está justamente na estrita observância das práticas tradicionais da vida monástica, tornando o mosteiro uma verdadeira escola para o seguimento de Jesus Cristo e não uma comunidade libertadora e feminista.
As irmãs vivem uma vida religiosa e litúrgica segundo os livros publicados antes da reforma de 1969. Ah! Eis o ingrediente do sucesso. Nenhuma comunidade tradicional experimenta problemas vocacionais. Permitam-me repetir, para eterno desgosto daqueles que se opõem e se envergonham do passado da Igreja - Nenhuma!
Isso só nos faz ter a certeza aritmética que o passado da Igreja não é, nem de longe, como pintam alguns clérigos.
Fraternidade Sacerdotal São Pedro e Instituto Cristo Rei estão adiando a entrada de jovens nos seus seminários por falta de espaço. O Cônegos de São João Cantius também estão regulando as vocações por falta de espaço. Os Franciscanos da Imaculada, o único ramo franciscano que está crescendo, estão quase no mesmo estágio. É um desastre para todos aqueles que afirmam que o Motu Proprio só causou problemas! Onde estão esses problemas? Vocações crescendo, liturgias com decoro e catecismo ensinado são problemas? Talvez na cabeça confusa e dialética desses críticos, sim, são problemas graves!

Adicione aos grupos listados acima outros que, embora não vivam segundo a liturgia antiga, levam a sério aquela tarefa particular que, no passado medieval e obscuro da Igreja, se chamava “salvação das almas”; grupos como Opus Dei e a Legião de Cristo (embora este último com problemas técnicos que não desabonam, absolutamente, a obra dos seus padres).
E que nos apresentam os críticos do Papa Bento XVI? Seminários vazios, ordens religiosas envelhecidas ou empobrecidas, quando existem. Outros frutos são: a vida desregradas das paróquias, deformação do “carisma” das ordens tradicionais (se encontrar um Jesuíta brasileiro que viva como jesuíta, me avise), desleixo com a missão e o apostolado de conversão, etc.
E está ai, claro como a água do nosso batismo. Quantos não pensam que a função primordial e essencial da Igreja Católica é ajudar os pobres, como uma ONG. É só perguntar para qualquer católico moderno na saída da missa.
Mas essas irmãs e todos os membros das comunidades tradicionais estão dizendo: Não é bem assim, ajudar é importante, mas salvar é o fundamental!
E elas crescem e crescem, transbordam e vivem com alegria e maturidade a vocação para a qual foram chamadas. E nos brindam com belíssimas cerimônias, verdadeiramente tocadas pelo amor de Deus e pela misericórdia de Cristo!
Enquanto que o fermento dos críticos de Bento XVI é o mesmo fermento dos Fariseus (cf. São Lucas 12,1) e só produz pão terreno e perecível (uma mistura de glútem e progressimo), essas comunidades são alimentadas com o Pão Vivo que desceu dos céus e que lhes dará vida eterna.
Rezemos, caros leitores, por essa jovem comunidade que desabrocha como uma flor perfumada. Que as orações dessas novas irmãs subam aos céus com odor agradável e, na certeza da intercessão de São Bento, intercedam por todos os sacerdotes e bispos do mundo que ainda teimam em comer o pão da terra.

O cardeal que inspirou a ''Humanae Vitae''


Que a sua mudança tenha sido reacionária, como afirmam alguns, ou uma obra corajosa de proteção da doutrina católica, como defendem outros, certamente Paulo VI, depois do Concílio Vaticano II, assumiu posições que tendiam a frear a onda de mudança que havia investido sobre a Igreja: basta pensar na encíclica "Humanae Vitae", de 1968, com a qual o Papa Montini condenou a contracepção farmacêutica.
Mas até agora não havia vindo à tona a contribuição dada a essas escolhas por parte do cardeal Giuseppe Siri (foto), arcebispo de Gênova, na Itália, com o qual o Pontífice nem sempre havia se encontrado em sintonia anteriormente.
A reportagem é de Antonio Carioti, publicada no jornal Corriere della Sera, 02-12-2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Quem chama a atenção sobre a relação entre os dois altos prelados é o ensaio com o qual o historiador Paolo Gheda abre um livro de mais vozes editado por ele, "Siri, la Chiesa, l’Italia" (Ed. Marietti 1820, 417 páginas), que inclui uma intervenção do presidente da CEI [Conferência dos Bispos da Itália], Angelo Bagnasco, e contribuições de estudiosos como come Pietro Borzomati, Roberto de Mattei, Benny Lai, Lorenzo Ornaghi, Gaetano Quagliariello, Danilo Veneruso.
Com base em diversos documentos inéditos, a consonância pós-conciliar entre o Papa e o purpurado lígure surge aqui de modo muito nítido, assim como em geral eles parecem mais próximos do que se poderia acreditar.
Gheda, porém, não nega as suas divergências acerca da relação entre a Santa Sé e a Conferência dos Bispos da Itália, à cuja autonomia Siri tinha muitas, tendo também "dores, desprazeres e humilhações" quando foi seu presidente, de 1959 al 1965, tanto que chegou a acolher com vivo arrependimento, como ele mesmo escrevia em uma carta inédita do dia 28 de setembro de 1962, a decisão de João XXIII de confirmá-lo no cargo por três anos.
Também no campo doutrinal, não faltaram momentos de atrito. Na iminência do Concílio, o cardeal de Gênova mostrava ter medo que Montini, na época arcebispo de Milão, fosse indulgente com relação às novas tendências teológicas. E no curso do Vaticano II, o tema delicado das fontes da revelação lhes viu, lembra Gheda, "sobre posições diversas, senão totalmente opostas".
A situação mudou a partir da eleição de Montini ao sólio pontifício (junho de 1963), que o carregou com uma responsabilidade opressiva. Já com a sua "Nota Praevia" à constituição dogmática "Lumen Gentium" de novembro e 1964, no qual reforçava no primado papal, Paulo VI, segundo Gheda, "foi confortar as preocupações do prelado lígure", tanto que Siri se disse satisfeito acerca do êxito do Vaticano II.
Mas foi a fase posterior, que parece abrir caminho para uma radical transformação do catolicismo, que os levou para a mesma linha. Essa, pelo menos, é a impressão que Siri teve quando encontrou Paulo VI no dia 21 de abril de 1966. No seu relato da conversa, até agora inédito, o cardeal refere ter deplorado a "notável inconsciência" das editoras católicas, o "relativismo asfixiante" de certos teólogos, a difusão "dos fáceis slogans e das palavras vazias". E nota que o Papa, mesmo que mais mórbido do que ele com relação aos desvios doutrinais, recebeu substancialmente "bem esse grave discurso". Tanto que, escreve Siri, Paulo VI o dispensou dizendo-se "feliz de ter apoio em colaboradores sábios e honestos" como ele.
Isso é suficiente, observa Gheda, para considerar que a experiência à liderança da Igreja "levou Montini a 'reavaliar' a linha de Siri", que durante o Concílio havia assumido posições de marca conservadora.
A confirmação veio de um outro texto inédito: uma carta ao Papa, datada no dia 1º de novembro de 1967, na qual o cardeal genovês invoca uma firme pronúncia papal sobre os contraceptivos. Há confessores, denuncia Siri, "que autorizam os fiéis a usar métodos anticoncepcionais", o que produz um dano "notabilíssimo" para "toda a vida moral". Consequentemente, "os pastores de almas estão em verdadeira e grave angústia", enquanto entre os católicos se difundem "incertezas" que comprometem a confiança nos ensinamentos da autoridade eclesiástica. Urge por parte do Papa, afirma o cardeal, uma forte "declaração de confirmação da regra tradicional", que possa "tranquilizar os fiéis" acerca da "permanência da Lei natural" e do "caráter absoluto da verdade certamente adquirida".
Gheda se questiona se a carta influenciou a preparação da "Humanae Vitae" – que foi publicada cerca de nove meses depois, no dia 25 de julho de 1968 – ou foi talvez "pedida pelo Papa". É difícil, porém, pensar que a intervenção de Siri não tenha tido um peso na decisão de Paulo VI, que, com a encíclica, contradisse o parecer da maioria da Comissão Pontifícia encarregada de estudar o problema do controle de nascimentos e atraiu ásperas críticas também dentro do mundo católico, ainda muito dividido sobre a questão.
Hoje, com a importância crucial que as questões bioéticas assumiram por causa do progresso tecnológico, a "sacralidade da vida" entendida no sentido tradicional torna-se sempre mais central ao se definir o compromisso da Igreja. Mesmo que se possa discordar dessa impostação, é preciso reconhecer que Sini marcou durante muito tempo a trincheira sobre a qual ela podia se manifestar. E que Montini se encontrou de acordo com ele.

Artigo do Igreja Una levanta panorama da Cúria Romana nos últimos anos

Secretário DiNoia, um neo-Ranjith?


Secretário da Congregação para o Culto Divino nas Vésperas da FSSP.

O Vaticano tem uma formação curiosa nas suas congregações. Sempre que um prefeito é demasiado conservador, o seu secretário é um pouco menos e o inverso também é válido. Penso ser uma tática para manter o “equilíbrio da força”.

A Congregação para o Culto Divino prova um pouco essa teoria. Na Cúria do final do pontificado de João Paulo, praticamente depois do grande Jubileu do ano 2000, tornou-se um lugar inóspito para qualquer tentativa de se restaurar certo decoro nas celebrações litúrgicas, muito mais improvável era a publicação do desejado Motu Proprio sobre a missa antiga.

O prefeito, desde 2002, era o cardeal nigeriano Francis Arinze, um bispo que não suportava a idéia de um Motu Proprio para a missa tradicional. “Este é o nosso bebê!” exclamou o cardeal, com o novo missal nas mãos, durante a visita Ad Limina dos bispos alemães ao Vaticano segundo conta o bispo Bernard Fellay. Arinze, embora não fosse um ardoroso fã dos abusos litúrgicos, era menos fã do rito antigo.

E Arinze havia substituído, como prefeito da Congregação, o cardeal Medina Estévez, um chileno que queria ver a missa antiga liberada. Medina é ainda um defensor da missa tradicional e frequentemente a reza no Chile.

Medina, um conservador, assumiu a Congregação como pró-Prefeito em 1996. Herdou um secretário brasileiro, Geraldo Majella Agnelo, atual arcebispo de Salvador, que já estava lá desde 1991. É interessante como a convivência com o prefeito chileno não acrescentou nada ao prelado brasileiro, que ainda proíbe a missa antiga.

A substituição de Medina por Arinze foi obra, sem dúvida, do “Vice-Papa”, também conhecido como Cardeal Ângelo Sodano. Sodano foi a figura mais poderosa do pontificado de João Paulo II e, na época de aguda doença do pontífice, via suas atribuições expandidas. Não é preciso destacar que Sodano também não gosta da missa antiga.

Talvez o único período onde esta Congregação ficou nas mãos de dois bispos cuja agenda era bem diferente do atual pontificado, foi entre 2003 e 2005. Arinze, prefeito, e Domenico Sorrentino, secretário.

Sorrentino era um homem do direito, da administração, e não da liturgia. Tinha vínculos com a Secretaria de Estado do Vaticano (Sodano, novamente) antes de figurar como secretário do Culto Divino. A influência do Cardeal Sodano era enorme, praticamente todas as congregações vaticanas tinham homens oriundos da Secretaria de Estado. Isso gerou grandes conflitos com o então cardeal Ratzinger que via a “Doutrina da Fé” perdendo espaço para a “Política na Fé”.

O Motu Proprio, que tinha condições de ser publicado já na década de 90, se viu adiado ao máximo graças aos esforços dos secretários, subsecretários e membros das congregações vaticanas que tinham por padrinho o cardeal Sodano.

Continuando a história da Congregação para o Culto Divino. Eis que, em 2005, algo muda drasticamente. Sodano não venceu o conclave, tampouco Tettamanzi ou Martini. Ratzinger alcança o trono de Pedro e a liturgia torna-se o eixo do seu pontificado.

O neo-papa sabia do funcionamento da Cúria, conhecia suas curvas, seus becos mais sinistros e se pôs a agir, lenta, mas decididamente.

Já em 2005, removeu de uma vez por todas o arcebispo Sorrentino, enviando-o para Assis. Não foi uma transferência, tampouco uma remoção, mas uma verdadeira implosão do aparato progressista encastelado na Congregação.

A represália de Bento XVI para com Sorrentino foi grande, porque o mesmo não se tornou arcebispo de nenhuma diocese potencialmente cardinalícia da Itália (como normalmente ocorre quando um secretario da cúria é nomeado bispo fora do vaticano), na verdade nem se tornou arcebispo de fato, tendo apenas um título.

E para o lugar de Sorrentino, veio um núncio asiático! Quem pensaria nisso? É claro que pelo menos o pontífice pensou e escolheu Malcon Ranjith.

Dom Ranjith, que já havia trabalhado na Cúria e fora exilado como Núncio pelo lobby de Sodano, volta com força total. O período de atuação de Dom Ranjith foi o único na história recente onde a figura do Prefeito da Congregação ficou totalmente eclipsada pelo secretário. Ranjith foi sucesso imediato entre os fiéis tradicionais e se tornou alvo preferencial dos curiais insatisfeitos com sua crítica feroz.

Ranjith foi peça fundamental para a liberação da missa antiga, em 2007. E sua atuação na divulgação do Motu Proprio foi explosiva. Sodano já não estava no poder, agora era a vez de um antigo amigo de Bento XVI se tornar Secretário de Estado. Infelizmente, nem Bertone pôde conter a fúria dos bispos curiais e dos bispos ingleses e alemães que, sabendo da substituição inevitável to Prefeito Arinze, temiam Ranjith a frente da Congregação, como prefeito e cardeal.

Mas um novo nome despontava no horizonte como potencial substituto do cardeal Arinze. Antonio Cañizares Llovera, recentemente criado cardeal pelo Papa Bento XVI e arcebispo de Toledo, na Espanha. Conservador, do estilo Medina Estévez.

Arinze e Ranjith são substituídos quase simultaneamente. O primeiro, aposenta-se. O segundo, diferentemente de Sorrentino, torna-se arcebispo de Colombo no Sri-Lanka e chefe da Igreja Católica naquele país.

Se para o lugar de Arinze já havia um nome conservador, então para o lugar de Ranjith deveria haver um progressista. Especulavam sobre Piero Marini, então ex-mestre de cerimônias do Papa. Contudo, Bento XVI também não nutria uma simpatia pelo Arcebispo Marini, que agora comanda um comitê sem importância em Roma. Então que fazer?

Se antes os nomes eram indicados pela face política da Igreja, agora eles eram nomeados de acordo com fortes colaboradores da Congregação para a Doutrina da Fé. Foi assim com a Congregação para a Causa dos Santos, cujo atual prefeito é o arcebispo Ângelo Amato, ex-secretário da Doutrina da Fé. E foi assim que a história se processou, trazendo à luz o nome de Joseph Augustine DiNoia, sub-secretário da Doutrina da Fé da época Ratzinger.

Eis que, depois de revisarmos um pouco a história recente desta congregação, vamos ao nosso post em si.

DiNoia era um desconhecido. Sua única atuação pública se deu recentemente, na publicação do documento que recebe os anglicanos na Igreja Católica. Ninguém conhecia as posições de DiNoia sobre a missa antiga, por exemplo. “Conhecia”, no passado.

Recentemente, como parte das celebrações para o Ano Sacerdotal, o misterioso secretário da Congregação participou das Vésperas segundo o antigo uso. A cerimônia se deu na paróquia da Fraternidade de São Pedro em Roma.

As belíssimas fotos já estão, como sempre, disponíveis na internet. Via Orbis Catholicus e New Liturgical Movement.

Parece que, diferentemente de 2003-2005, a Congregação para o Culto Divino agora possui dois chefes prontos para colocar a engrenagem do projeto litúrgico de Bento XVI em movimento. Cañizares e DiNoia são dois bispos comprometidos com a correção dos abusos no rito novo e com a expansão generosa da missa antiga. E deve ser assim, porque é realmente anormal termos parte da liturgia sendo comandada por uma comissão – a Ecclesia Dei – ainda que esta comissão seja bem competente e a outra parte nas mãos do Culto Divino. Isso é uma clara contradição numa Igreja que se esforça para provar que as duas formas constituem um duplo uso da liturgia romana e não dois ritos diferentes. Sendo o mesmo rito, só pode haver um único dicastério encarregado.